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Südafrika ein Covid Graffiti in Johannesburg
Criança em Joanesburgo diante de um grafiti do que seria um coronavírusFoto: Jerome Delay/AP Photo/picture alliance
SaúdeÁfrica do Sul

Ómicron: Sentimentos difusos às vésperas do Natal

Thuso Khumalo
24 de dezembro de 2021

Às vésperas das festividades de Natal, sul-africanos têm sentimentos difusos face à presença da variante Ómicron do coronavírus no país. O número médio de infeções diárias é de mais de dez mil na África do Sul.

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Para a maioria dos cidadãos na África do Sul, o Natal não seria Natal sem a oportunidade de vestir roupa nova e festejar durante toda a noite.

Mas às vésperas das festividades, muitos sul-africanos relatam sentimentos difusos face à presença da variante Ómicron, que está a abalar os ânimos e o frenesim que normalmente precede o Natal.

Smangele Zulu, de 48 anos, é de Soweto e diz que seus planos foram frustrados: "Não temos nada, é apenas pobreza e aCovid-19 piorou tudo".

Porém, ele concorda que é certo ficar em casa, para minimizar-se o número de contágios pelo coronavírus.

Ignorar o Natal

Coronavirus Südafrika Omikron zu Weihnachten
O comerciante sul-africano Shaka ZuluFoto: Thuso Khumalo

Como muitos, Nhlanganiso Zikode, de 32 anos, decidiu ignorar completamente o Natal. Em 2020, tinha planeado sair com amigos e celebrar.

Mas, na altura, a realidade atingiu-o, sob a forma de restrições mais estritas, quando a variante Delta começou a espalhar-se.

Agora, com a Ómicron também a alastrar-se, diz que não perderia o seu tempo a planear com antecedência. "Atualmente, não tenho planos. Como se vê, esta pandemia está a matar-nos", desabafa Zikode.

Entretanto, não só as celebrações de Natal foram afetadas pela variante Ómicron. Shaka Zulu fabrica e vende uma variedade de produtos adornados com pele de vaca na rua Vilakazi, em Soweto, Joanesburgo.

A rua é frequentada por turistas que vêm ver a casa onde viveu o ícone da liberdade da África do Sul, Nelson Mandela.

Zulu disse à DW que o negócio estava quase a atingir o auge este ano, quando a variante Ómicron subitamente atingiu o país, há algumas semanas.

Agora, explica, já não há mais turistas e diz que "as coisas estão más" e não há como vender mesmo.

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A rua Vilakazi, em Soweto, Joanesburgo, sem nenhum movimentoFoto: Thuso Khumalo

"Coronavírus não existe"

Thabiso Mbongo, de 24 anos, é um fanático por futebol e joga nas ligas de Soweto. Defende que o coronavírus não existe. Descreve a variante Ómicron como uma "tática de susto do Governo" para "controlar as pessoas na época festiva".

Mbongo diz que não tem medo mas, como a maioria dos seus amigos teme, decidiu fazer uma celebração de Natal mais discreta. 

Mesmo assim, não parece ter muitos cuidados. "Não estamos a usar qualquer máscara. Farei o que deseja o meu coração, como sempre. Estarei com a minha família", diz.

Os que estão vacinados parecem estar a preparar-se para um Natal mais cheio de alegria do que os não vacinados. Sithele Mazwi é administradora de uma empresa privada em Joanesburgo e diz que já não teme o coronavírus.

"Talvez seja porque tende-se a falar-se menos, ou porque muitas pessoas à minha volta tenham sido vacinadas. Tomei a minha segunda dose e sinto que estou segura", relata.

Com uma máscara sobre o nariz e a boca, e um higienizador na mão, a filha de Mazwi fala que as suas celebrações de Natal já tinham começado.

"Agora que a vida é mais ou menos normal, as coisas que estou a fazer são andar com a minha família, viajar e tudo mais", diz, "e já não tenho medo do coronavírus porque fui vacinada, estou a sentir-me muito bem", acrescenta.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas um mês após ter sido descrita pela primeira vez por cientistas na África do Sul e no Botswana, a nova variante Ómicron já foi noticiada em mais de 88 países.

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