Vacinação contra o ébola já arrancou na RDC | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 22.05.2018
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Internacional

Vacinação contra o ébola já arrancou na RDC

Organização Mundial da Saúde anunciou esta segunda-feira o início da campanha de vacinação contra o ébola na República Democrática do Congo. Vírus já fez 27 vítimas mortais e há quase 50 casos registados.

Chegada a Kinshasa das primeiras vacinas contra o ébola

Chegada a Kinshasa das primeiras vacinas contra o ébola

A campanha de vacinação começou um dia depois de o Ministério da Saúde ter confirmado que uma enfermeira era a mais recente vítima mortal do vírus em Bikoro, uma cidade a noroeste, região onde o surto de ébola foi anunciado no início de maio.

A maioria dos casos concentram-se em Mbandaka, a 700 quilómetros de Kinshasa. A cidade possui mais de um milhão de habitantes, facto que preocupa ainda mais as autoridades. O local foi escolhido para receber as primeiras doses da vacina, ainda em fase experimental.

"Foi mais fácil mobilizar os cidadãos em Mbandaka para a primeira etapa de vacinação, mas é importante dizer que as vacinas já estão a ser enviadas para Bikoro, onde o processo também começará esta semana", disse o ministro da Saúde da RDC, Oly Illunga.

De acordo com o governante, inicialmente, a campanha de vacinação terá como alvo 600 pessoas, principalmente médicos, enfermeiros, pessoas que tiveram contacto com casos suspeitos e todos aqueles que de alguma forma estiveram expostos ao risco de contaminação.

Vacina contra o ébola

Mais de quatro mil doses já estão no país e outras estão a caminho, disseram as autoridades. Os primeiros profissionais de saúde vacinados celebram o início da campanha de combate ao surto da doença.

"Estamos muito contentes por ter recebido a vacina, porque o ébola é uma doença muito difícil de tratar e o vírus pode ser fatal. Por isso, nós, nesta região, temos a sorte de ser vacinados", conta a médica Anni Loyoko.

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Vacinação contra o ébola já arrancou na RDC

O secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, disse ter adotado as recomendações do Regulamento Sanitário Internacional (RSI) para não declarar uma emergência internacional de saúde pública, numa altura em que aumenta o receio de que a doença possa espalhar-se além de Mbandaka.

OMS "mais preparada"

"Temos casos de ébola num centro urbano na RDC, mas estamos muito mais preparados para lidar com esse surto do que em 2014", declarou o secretário-geral da OMS em Genebra, na Suíça,

A OMS foi acusada de não responder de forma eficaz ao surto na África Ocidental - o maior surto de ébola de sempre, que resultou em mais de 11 mil mortes entre 2014 e 2016 na Serra Leoa, Libéria e Guiné-Conacri.

Não há tratamento específico contra o vírus. A vacina que está a ser usada na campanha na RDC ainda está em fase de testes, mas foi eficaz no surto da África Ocidental há alguns anos. Cerca de 30 agentes de saúde da Guiné-Conacri que estiveram diretamente envolvidos no estudo da vacina em 2015 viajaram para a RDC para ajudar nas imunizações.

Os sintomas do ébola incluem febre, vómitos, diarreia, dor muscular e, por vezes, hemorragias internas e externas. O vírus pode ser fatal em até 90% dos casos.

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