RENAMO denuncia ″atos atentatórios à paz e reconciliação nacional″ | NOTÍCIAS | DW | 16.08.2019
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NOTÍCIAS

RENAMO denuncia "atos atentatórios à paz e reconciliação nacional"

O partido acusou esta sexta-feira (16.08) as autoridades governamentais e a FRELIMO de violações e intolerância política. A RENAMO denunciou atos de sabotagem e vandalização de bens dos membros, no centro e sul do país.

A paz está ameaçada em Moçambique. A denúncia é da RENAMO, dez dias depois da assinatura do acordo de paz entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o líder do maior partido da oposição, Ossufo Momade.

Em conferência de imprensa, a RENAMO denunciou casos de perseguição, vandalização e violência contra os seus membros, nas províncias centrais de Tete e Zambézia, e também no sul, em Gaza e Inhambane.

Em Tete, na noite de 8 de agosto, foram queimadas casas, celeiros e viaturas dos membros da RENAMO, disse o porta-voz do partido, José Manteigas.

"Estes atos macabros denotam motivações políticas, pois de forma insistente os secretários da FRELIMO [Frente de Libertação de Moçambique] naquele ponto do país, particularmente na localidade de Muza, têm impedido o exercício das atividades políticas da RENAMO, bem como tem proibido o partido de içar a sua bandeira porque não estão autorizados", denunciou Manteigas.

Atividades políticas

Mosambik Maputo | Renamo-Partei | José Manteigas, Sprecher (DW/R. da Silva)

José Manteigas

A RENAMO queixa-se ainda de estar a ser impedida de realizar as suas atividades políticas de preparação para as eleições de 15 de outubro.

O porta-voz do partido, José Manteigas disse em conferência de imprensa, que as autoridades administrativas dos distritos exigem à RENAMO autorização das estruturas para realizar qualquer atividade política.

 "Com este cenário, os moçambicanos começam a questionar a eficácia dos acordos e o compromisso de boa fé", anotou José Manteigas para quem "se antes das eleições há este tipo de comportamento o que acontecerá durante a campanha eleitoral e no dia da votação. Teremos eleições livres, justas e transparentes?" - questionou.

Perante este rol de reclamações, a RENAMO garante que vai continuar a respeitar o acordo de paz, mas também faz um apelo.

"Não ponham em risco nem a paz nem a reconciliação nacional muito menos o processo eleitoral que já arrancou e vai prosseguir até ao dia da votação", alertou.

As queixas da RENAMO já chegaram à Assembleia da República e, segundo José Manteigas, este órgão deverá fazer chegar estas preocupações ao Presidente Filipe Nyusi.

Ouvir o áudio 02:45

RENAMO denuncia "atos atentatórios à paz e reconciliacção nacional"

Ameaças da "Junta Militar"

A suposta Junta Militar da RENAMO, anunciou recentemente que vai organizar uma conferência na Serra da Gorongosa para eleger um suporto líder do partido em contestação ao atual líder do partido, Ossufo Momade.

Reagindo a esta suposta conferencia, José Manteigas não confirmou a realização do evento. Mas disse que, a sua efectivação seria "ilegal".

"O partido está a trabalhar no sentido de chamar a razão aos nossos companheiros e é o que temos dito até aqui. Tenho visto nas redes sociais, mas não há um conhecimento do partido sobre isto e não só, não é um ato legal".

Lembre-se que a 6 de agosto, pouco depois daassinatura do acordo de paz, as duas partes [a RENAMO e FRELIMO] comprometeram-se a respeitá-lo.

Assistir ao vídeo 01:25

Abraço da paz em Maputo

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