Nyusi diz que RENAMO pode fechar bases militares até final do ano | Moçambique | DW | 27.05.2022

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Moçambique

Nyusi diz que RENAMO pode fechar bases militares até final do ano

Segundo o Presidente moçambicano, todas as bases da RENAMO deverão encerrar até ao fim de 2022. Sobre o terrorismo em Cabo Delgado, Filipe Nyusi diz que a ação dos grupos armados foi limitada a "ataques esporádicos".

"Até ao fim de 2022, as quatro bases restantes da RENAMO poderão ser encerradas", afirmou o chefe de Estado moçambicano na abertura da quinta sessão do comité central da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), partido no poder, do qual é presidente. 

No âmbito do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) da guerrilha da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), já foram desativadas 12 das 16 bases que o braço armado do principal partido da oposição tinha, acrescentou Filipe Nyusi. 

O líder da FRELIMO avançou que 68% dos cerca de cinco mil guerrilheiros da RENAMO já foram desmobilizados, "estão nas suas casas" e em reintegração social. 

Mosambik Sofala | Präsident von RENAMO | Ossufo Momade

Presidente moçambicano, Filipe Nyusi (esq.), e líder da RENAMO, Ossufo Momade, durante cerimónia de desarmamento de ex-combatentes do maior partido da oposição, em junho de 2020

Apesar do sucesso do DDR, prosseguiu, o Governo vai continuar o diálogo com a RENAMO visando a preservação da paz: "Defendemos que a paz, estabilidade, unidade e progresso devem constituir o interesse supremo de todos os moçambicanos", concluiu Filipe Nyusi.

Terrorismo em Cabo Delgado

Durante a abertura da quinta sessão do comité central da FRELIMO, esta sexta-feira (27.05), o Presidente moçambicano disse ainda que a ação dos grupos armados que atuam na província de Cabo Delgado está agora limitada a "ataques esporádicos", afastando a tentação de "discursos triunfalistas" no combate ao terrorismo, apesar dos "progressos".

"Nos últimos tempos, os terroristas, cada vez mais enfraquecidos, protagonizam ataques esporádicos em pequenos grupos, por vezes, com o objetivo de roubar comida", declarou Filipe Nyusi.

Filipe Nyusi assinalou que o país deve continuar a apostar no aumento da sua capacidade de defesa contra as ameaças à segurança, mesmo contando com parceiros internacionais na guerra em Cabo Delgado.  Por outro lado, deve investir no desenvolvimento social e económico da província e da região norte, sublinhou. 

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