Livro retrata 50 anos da história dos Tubarões Azuis
15 de junho de 2026
É uma obra de 300 páginas que surge num contexto em que Cabo Verde vive um dos momentos mais emocionantes e marcantes da sua história desde a independência: a estreia no Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA 2026 esta segunda-feira (15.06).
O livro aborda vários episódios da história da seleção cabo-verdiana, como a presença nas várias edições da Taça Amílcar Cabral e do Campeonato Africano das Nações (CAN), até à sua qualificação para o Mundial.
"Este livro não traz apenas uma fita do tempo. Não é um momento de corrida, são também vivências, são também relações entre pessoas, são aspetos antropológicos e sociológicos que lá estão. Portanto, num percurso de 50 anos, claramente, estão lá várias gerações", destaca o autor.
José Mário Correia tomou como ponto de partida para escrever este livro o ano de 1978, data em que a primeira seleção cabo-verdiana participou na primeira competição internacional, na Guiné-Bissau, onde ganhou o primeiro troféu.
A génese de "uma seleção que não tinha nada"
O autor acredita que a obra permite compreender a génese, a vivência, o crescimento e o desenvolvimento dos Tubarões Azuis, que hoje atraem os olhares do mundo inteiro.
"É um documento válido para compreender a história dos Tubarões Azuis, uma seleção que não tinha nada. Não tinha campos de futebol nem relvados, não tinha bolas para jogar, não tinha atletas profissionais e jogava apenas com residentes", recorda o jornalista.
"Os Tubarões Azuis - No Limbo dos Deuses do Futebol" não é a primeira obra que José Mário Correia escreve sobre a seleção de Cabo Verde. Em 2015, publicou "Nas Rotas dos Tubarões Azuis - 40 anos da história da Seleção Nacional" e, em 2020, "Das Bolas de Trapo ao Troféu - Os Heróis de 78".
O autor diz que a produção deste terceiro livro foi marcada por enormes desafios, como o acesso às fontes. "Uma recolha de 50 anos não é uma coisa fácil. Portanto, muitas das pessoas que viveram aqueles momentos já faleceram e, outras, apesar de estarem vivas, têm dificuldades de memorização. Não conseguem guardar tudo o que foi a sua vivência naquele tempo", conta.