Moçambique: Pena suspensa para antigo deputado da RENAMO | Moçambique | DW | 08.09.2020

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Moçambique

Moçambique: Pena suspensa para antigo deputado da RENAMO

O antigo deputado da RENAMO Sandura Ambrósio e mais quatro arguidos foram condenados a penas suspensas de cinco anos de prisão por apoio à dissidência armada do maior partido da oposição. Defesa vai recorrer.

Os cinco arguidos foram considerados esta terça-feira (08.09) culpados pelo crime de conspiração contra a segurança do Estado ao financiar a autoproclamada "Junta Militar" da RENAMO, um grupo de dissidentes do maior partido da oposição apontado pelas autoridades como sendo o autor de ataques nas províncias de Sofala e Manica, no centro do país.

O Tribunal Judicial de Dondo considerou que ficou provado que os cinco arguidos deram apoio financeiro ao grupo e condenou os mesmos a penas suspensas de cinco anos de prisão.

Mosambik Dondo | Prozess Verschwörung | Angeklagte

Sandura Ambrósio disse sempre estar inocente

Os condenados terão ainda de pagar 175 mil meticais, o equivalente a mais de dois mil euros, em conversão da pena.

Sandura Ambrósio voltou a afirmar inocência

O réu Sandura Ambrósio, antigo deputado da RENAMO, voltou a dizer que está inocente em tribunal, à semelhança do que fez durante todo o julgamento. "Desde já digo a [..] todos que sou inocente, nunca e em nenhum momento falei para poder levar alguém para vir trabalhar na minha empresa", reiterou.

De acordo com a acusação, a empresa privada de segurança pertencente a Sandura Ambrósio recrutou pessoas para se juntarem às fileiras da "Junta Militar".

O suposto recrutador, António Bauase, ex-membro da Assembleia Municipal na vila de Marromeu, pela RENAMO, afirmou que está "feliz com a sentença".

"Quero ainda aqui dizer, de viva voz, que nós, os membros da RENAMO, estamos a passar por esta situação, porque o partido não tem presidente, o partido ficou órfão de líder", critica.

Mosambik: Ossufo Momade, Chef der größten Oppositionspartei RENAMO

Atual presidência da RENAMO, encabeçada por Ossufo Momade, é contestada pela "Junta Militar"

A "Junta Militar" contesta a presidência da RENAMO, atualmente nas mãos de Ossufo Momade, e o seu líder, Mariano Nhongo, recusou no passado ter recebido qualquer apoio financeiro do grupo de Sandura Ambrósio ou de outros deputados do partido.

Defesa admite recorrer da decisão

A defesa do réu Sandura Ambrósio salienta que não foram apresentadas provas claras do envolvimento dos arguidos durante o julgamento e admite recorrer da decisão.

O julgamento de Sandura Ambrósio começou a 10 de junho e no país decorrem mais processos criminais contra deputados da RENAMO por alegado apoio financeiro à "Junta Militar". Alguns dos visados foram mesmo alvo de buscas e apreensões.

 

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