Moçambique: Desmobilizados mais 290 guerrilheiros da RENAMO | Moçambique | DW | 05.05.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Moçambique: Desmobilizados mais 290 guerrilheiros da RENAMO

Um total de 290 guerrilheiros do braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO) no Niassa, norte de Moçambique, aderiram ao processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR), anunciou Governo.

Mosambik Renamo Rebellen in den Bergen von Gorongosa

Foto de arquivo (novembro de 2012)

"Já não há nenhum pretexto para homens permanecerem entrincheirados nas matas empunhando armas de fogo e a criar clima de medo e preocupação nas populações", disse Dinis Vilanculo, secretário de Estado provincial em Niassa, citado hoje pelo diário Notícias.  

O responsável falava durante a cerimónia de desmobilização, no distrito de Cuamba, tendo, na ocasião, apelado para que os homens contactassem os líderes comunitários para a obtenção de terrenos para a construção das suas habitações e de uma nova vida "num clima de paz".

Segundo as autoridades, cerca de 600 guerrilheiros do principal partido da oposição ainda não aderiram ao processo naquela província.

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o presidente da RENAMO, Ossufo Momade, assinaram em agosto de 2019 o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional de Maputo, prevendo, entre outros aspetos, o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração do braço armado do principal partido de oposição.

No quadro do Acordo de Paz e Reconciliação, segundo dados oficiais, 63% dos cerca de cinco mil guerrilheiros da Renamo previstos já entregaram as armas e, das 16 bases daquela força política, 11 já foram desativadas.

O acordo foi o terceiro entre o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) e a RENAMO, tendo os três sido assinados após ciclos de violência armada, principalmente no centro do país.

Leia mais