″Mãos Unidas″ em Itália para ajudar Cabo Verde | Cabo Verde | DW | 17.06.2020

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Cabo Verde

"Mãos Unidas" em Itália para ajudar Cabo Verde

"Mãos Unidas, Juntos para Cabo Verde" é o lema da campanha de solidariedade lançada em Itália para apoiar as famílias cabo-verdianas mais afetadas pela Covid-19. Ajudas serão distribuídas nas zonas de maior risco social.

Promovido pela Casa de Cabo Verde em Milão, "o projeto consiste numa campanha internacional de recolha de doações para um fundo destinado às famílias cabo-verdianas em situação de risco social ou de extrema pobreza afetadas pela pandemia", explica Edna Lopes, cônsul honorária de Cabo Verde em Milão, com jurisdição em toda a região da Lombardia, a mais afetada pela pandemia na Itália com quase 100 mil casos da doença.

Os donativos serão convertidos em assistência alimentar ("cestas solidárias") e kits de material de higiene pessoal e doméstico e podem ser feitos no portal da Casa de Cabo Verde.

As ajudas serão distribuídas nas ilhas da Boavista, de Santiago, do Sal e de São Vicente, nas zonas de maior risco social e económico. "Em Cabo Verde, são 54 mil pessoas a viver em extrema pobreza. Este é o panorama de um país cada vez mais segmentado, com um enorme fosso entre os que têm e os que não têm", sublinham os organizadores da campanha no site de angariação de fundos.

Italien | Kolosseum in Rom

Edna Lopes, cônsul honorária de Cabo Verde em Milão

No Consulado de Cabo Verde em Milão, o atendimento presencial foi retomado com as devidas precauções e cumprindo as regras de higiene, assegura Edna Lopes, que destaca que, neste momento, os esforços estão concentrados no projeto "Mãos Unidas, Juntos para Cabo Verde".

Regresso às aulas

Esta segunda-feira (17.06), cerca de 500 mil estudantes do último ano dos liceus italianos voltaram às escolas. A angolana Telma Chimuco, estudante na Universidade La Sapienza de Roma, conta que, aos poucos, a situação vai voltando ao normal, mas acredita que só voltará às aulas no próximo ano letivo.

"Desde que a quarentena terminou ainda não voltámos à universidade, continuamos a ter as aulas por vídeo. A minha universidade garantiu que os exames previstos até 18 de junho serão feitos de forma remota. Depois disso, cabe ao professor definir. Por isso, alguns exames originalmente escritos serão agora orais", relata Telma Chimuco, que está a tirar o mestrado em Finanças. "O plano é voltar às aulas em setembro, mas isto ainda está em análise", conclui.

Retomar a economia

Após mais de três meses de desaceleração provocada pelo confinamento imposto pela Covid-19, Itália traça novas diretrizes a pensar na recuperação da economia. O Governo italiano continua a definir as estratégias previstas pelo decreto "Rilancio"  (Retomada), em vigor há quase um mês, para a retoma económica e social do país após a quarentena.

Italien Ministerpräsident Giuseppe Conte

Giuseppe Conte, primeiro-ministro italiano

Esta semana foram aprovadas novas medidas de emergência que garantem a integração salarial e a proibição de demissões até setembro. Celestino Mussomar, investigador da Universidade Tor Vergata de Roma e do Centro de Estudos Africanos em Itália, refere-se positivamente aos amortecedores económicos lançados pelo Governo para estabilizar a economia. Mas alerta que é preciso "recuperar a economia real".

"A União Europeia respondeu com vivacidade à questão da crise económica, apesar de alguns países quererem continuar com as políticas do desenvolvimento capitalista e tecnocrático que até agora aumentaram a crise da União Europeia, continuando com a bifurcação entre a economia financeira e a economia real", afirma.

O professor Celestino Mussomar acredita que o Governo italiano cumpriu o seu papel face à emergência sanitária. "Como disse o colega filósofo alemão Jürgen Habermas numa entrevista ao jornal La Repubblica: a experiência desta crise mostra que durante os conflitos de vida e morte, nós sempre recorremos ao Estado. O Estado mostrou as suas capacidades e o modelo italiano foi considerado um paradigma em muitos países", elogia.

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