Escoltas militares aumentam nas estradas do centro de Moçambique | Moçambique | DW | 13.06.2016

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Moçambique

Escoltas militares aumentam nas estradas do centro de Moçambique

Polícia moçambicana começou a realizar escoltas militares na estrada nacional número 7 (N7), entre o distrito de Vunduzi e o rio Luenha, no centro de Moçambique.

Coluna de camiões na EN1 (abril de 2013)

Coluna de camiões na EN1 (abril de 2013)

A polícia moçambicana realiza desde sábado (11.06) novas escoltas militares no centro do país, sendo a estrada nacional número 7 (N7), no centro de Moçambique, a terceira rodovia com circulação condicionada na região.

Segundo Elisídia Filipe, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica, "a região em causa tem sido marcada nas últimas semanas por ataques dos homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO)".

A porta-voz da polícia em Manica responsabilizou o braço armado do maior partido de oposição em Moçambique por vários ataques a civis nos últimos cinco dias, dos quais resultaram mortos e feridos.

"Os ataques têm resultado na morte de pessoas e em saques de bens, e só na última semana, 12 camiões foram incendiados”, destacou Elisídia Filipe num encontro com a imprensa.

Automobilistas entrevistados pela DW África, que solicitaram o anonimato, condenaram os ataques aos camiões civis e pediram aos homens armados para aceitarem o diálogo proposto pelas autoridades moçambicanas, porque estão "a sofrer muito com os ataques".

"Onde vamos chegar com estes ataques? Estamos a pedir para que as duas partes se entendam e acabem com as diferenças antes que acabem connosco", lamentaram os entrevistados.

Afrika Mosambik Elsídia Filipe - Polizeisprecher- Manica

Elisídia Filipe, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Manica

A DW África tentou uma reação do lado da RENAMO mas foi impossível.

Terceiro troço com escolta militar

Depois de Save-Muxungué e Nhampadza-Caia, na estrada nacional número 1 (N1), este é o terceiro troço com escolta militar no centro de Moçambique, devido a ataques atribuídos aos homens armados da RENAMO na região.

Moçambique tem conhecido um agravamento dos confrontos entre as forças de defesa e segurança e o braço armado da RENAMO, além de acusações mútuas de raptos e assassínios de militantes dos dois lados.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

O Governo moçambicano e a RENAMO retomaram em finais de maio as negociações em torno da crise política e militar em Moçambique, após o principal partido de oposição ter abandonado em finais de 2015 o diálogo com o executivo, alegando falta de progressos no processo negocial.

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