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Extremistas reivindicam ataques a militares do Ruanda

27 de dezembro de 2025

Elementos associados ao grupo extremista Estado Islâmico reivindicaram nas últimas horas a autoria de ataques a forças do Ruanda em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, garantindo que cinco militares morreram.

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Macomia, Cabo Delgado
Ataques aconteceram em Macomia com recurso a "armas ligeiras e lança-foguetes"Foto: DW

Elementos associados ao grupo extremista Estado Islâmico reivindicaram a autoria de ataques a forças do Ruanda em Cabo Delgado.

A reivindicação, feita através dos canais de propaganda do grupo, não avança dados sobre o dia em que aconteceu o alegado ataque, concretizando apenas que se deu em Macomia, recorrendo a “armas ligeiras e lança-foguetes”, e que resultou “na morte de cinco elementos e em ferimentos noutros”, além da apreensão de armas.

Nenhuma fonte oficial do Ruanda confirmou este alegado ataque dos grupos extremistas que operam em Cabo Delgado há mais de oito anos.

Numa outra reivindicação, também divulgada hoje, o mesmo grupo extremista afirma que entrou em confronto com uma “patrulha naval”, também do Ruanda, em Mocímboa da Praia, no último domingo, alegando que feriram “alguns” militares.

Desde 2021 que milhares de militares do Ruanda apoiam as Forças Armadas de Defesa de Moçambique no combate aos grupos terrorista em Cabo Delgado.

Camponeses abandonam campos após movimentos de rebeldes

Também em Namigure, no distrito de Macomia, os camponeses de abandonaram os campos agrícolas após relatos de movimentos de supostos terroristas na região.

Segundo um paramilitar, alguns camponeses terão visto homens armados a circularem em campos agrícolas de Namigure, a cerca de 15 quilómetros da vila sede de Macomia, durante a manhã de quinta-feira, o que criou agitação e obrigou os produtores a fugirem para a sede do distrito.

Além da fuga de camponeses, a situação condicionou também a circulação de viaturas que fazem o transporte de passageiros no troço Macomia - Micojo.

A província de Cabo Delgado, também no norte de Moçambique, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

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