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TerrorismoReino Unido

Polícia britânica declara "ataque terrorista" em Manchester

2 de outubro de 2025

As autoridades classificaram como terrorismo o ataque junto a uma sinagoga em Manchester, que provocou dois mortos e três feridos durante as celebrações do Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico.

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Polícia britânica no local
A polícia do Reino Unido matou o suspeito do ataque terrorista em ManchesterFoto: Ryan Jenkinson/News Licensing/IMAGO

De acordo com a Polícia da Grande Manchester, um homem dirigiu esta quinta-feira (02.10) um carro contra fiéis à porta da Sinagoga da Congregação Hebraica de Heaton Park, em Crumpsall, antes de os esfaquear. 

O suspeito acabou sendo morto por disparos da polícia, que demorou a confirmar a sua morte devido a receios de que transportasse explosivos, e outros dois indivíduos foram detidos, revelou o comissário assistente Laurence Taylor.

"Podemos confirmar que três pessoas foram mortas, incluindo o agressor, que foi baleado por policiais da Police da Grande Manchester (GMP)", disseram as autoridades policiais em comunicado. Além disso, a polícia confirmou que efetuou duas detenções relacionadas com o caso.

O primeiro-ministro, Keir Starmer, regressou de urgência da cimeira europeia em Copenhaga para liderar o comité de emergência do Governo, prometendo reforço policial junto de sinagogas em todo o país. 

O rei Carlos III e a rainha Camila manifestaram-se "profundamente chocados e tristes" com o ataque, que coincidiu com um momento de grande afluência às sinagogas. 

Ataque à sinagoga em Crumpsall
Ataque terrorista provoca dois mortos e fere três pessoasFoto: Peter Byrne/PA/AP Photo/picture alliance

Reações da comunidade internacional

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu um "combate ao antissemitismo em todas as suas formas" após o "chocante ataque" numa sinagoga em Manchester, no Reino Unido. 

"Os meus pensamentos estão com as vítimas, as suas famílias e a comunidade judaica do Reino Unido após o violento ataque a uma sinagoga em Manchester", escreveu a líder do executivo comunitário numa publicação na rede social X. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, em comunicado, admitiu estar profundamente preocupado com o "aumento alarmante do antissemitismo" em todo o mundo e sublinhou a necessidade urgente de combater o ódio e a intolerância em todas as formas. 

"O secretário-geral condena veementemente o ataque terrorista mortal de hoje a uma sinagoga em Manchester, no Reino Unido. Os locais de culto são locais sagrados onde as pessoas podem encontrar paz", referiu o comunicado divulgado pelo gabinete do porta-voz de Guterres.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel
Benjamin Netanyahu, primeiro ministro de Israel, deixa recado à comunidade internacionalFoto: Angela Weiss/AFP/Getty Images

Israel critica Reino Unido 

O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Sa'ar, manifestou-se "consternado" com o ataque desta quinta-feira (02.10) junto a uma sinagoga em Manchester, acusando as autoridades britânicas de não conterem o aumento do antissemitismo no país. 

"Estou consternado com o ataque mortal perto da Sinagoga de Heaton Park, em Manchester, na manhã do dia mais sagrado para o povo judeu: o Yom Kippur", escreveu Sa'ar na rede social X. 

Para o chefe da diplomacia israelita, "a flagrante e generalizada incitação antissemita e anti-israelita, bem como os apelos ao apoio ao terrorismo, tornaram-se recentemente um fenómeno generalizado nas ruas de Londres, nas cidades de todo o Reino Unido e nos seus campus". 

Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também condenou este ataque, referindo que "a fraqueza diante do terrorismo só traz mais terrorismo".

"Como eu avisei na ONU: a fraqueza diante do terrorismo só traz mais terrorismo. Somente a força e a unidade podem derrotá-lo", comentou o líder israelita em comunicado emitido pelo seu gabinete após o término do Yom Kippur (Dia do Perdão), o feriado mais sagrado do judaísmo. 

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