Ómicron já não assusta África do Sul que volta à normalidade | NOTÍCIAS | DW | 09.02.2022

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NOTÍCIAS

Ómicron já não assusta África do Sul que volta à normalidade

A vida está a voltar ao normal na África do Sul, que começou o mês com as ruas cheias. O Governo levantou a maioria das restrições e os turistas estão a regressar.

Südafrika Joannesburg | Tanzende beim Huawei Joburg Day Musikfestival

Foto ilustrativa do festival de música "Huawei Joburg Day" em 2016

A pandemia pareceu uma memória distante na primeira quinta-feira de fevereiro, na Cidade do Cabo. Uma vez por mês, galerias, restaurantes, e lojas no centro da cidade abrem até tarde e enchem-se de pessoas.

"Os meus amigos disseram-me que quase não havia restrições", disse o turista alemão Dominik Irschik à DW. Tinha acabado de chegar à Cidade do Cabo, "mas não esperava isto, ruas, bares e discotecas cheias de pessoas".

"Toda a gente está relaxada e a viver a vida de novo. É ótimo", disse Irschik.

Do outro lado da cidade, a vida também está a voltar ao normal no município de Khayelitsha.

Há dois anos, problemas financeiros e a pandemia forçaram Siphelo Jalivane a fechar a sua loja e restaurante.

Agora, Jalivane tem "casa cheia" na reabertura, "A Covid-19 tem-nos ensinado muitas coisas. É preciso tentar pensar fora da caixa", explica.

O pequeno empresário resume a sua atitude perante as adversidades: "Em qualquer situação má em que me encontro, procuro sempre coisas positivas, algo que possa fazer, em vez de me queixar".

O coproprietário do restaurante, Mfundo Mbeki, complementa: "Quem me dera não voltar a ouvir o nome Covid. É isso que desejamos".

Alemanha: Variante Ómicron domina o número de novas infeções

Turistas voltam

Após quase dois anos, o Presidente Cyril Ramaphosa levantou a maioria das restrições, incluindo o recolher obrigatório noturno. Os turistas estão de volta ao país em força, depois de cancelamentos em massa na sequência da descoberta da variante Ómicron.

O cenário de terror que alguns analistas tinham previsto não se concretizou. O número de novas infeções pode ter aumentado rapidamente, mas os hospitais não foram sobrecarregados.

A quarta vaga na África do Sul parece estar a recuar e muitos sul-africanos esperam que possa marcar o início do fim da pandemia.

Südafrika Kapstadt | Impfung

Vacinação em Joanesburgo.

Novas regras estipulam que qualquer pessoa, sem sintomas, pode efetivamente viver a vida como habitualmente, sem necessidade de testes ou isolamento. As escolas estão também de volta ao normal, sem requisitos de distanciamento social.

Muitos infetados antes do alerta Ómicron

Os especialistas também estão otimistas, apesar da baixa taxa de vacinação do país. Apenas 28% dos sul-africanos têm vacinação completa.

O epidemiologista Wolfgang Preiser disse que mesmo antes da onda de Ómicron antingir o país, já cerca de 70% dos sul-africanos estavam infetados com o coronavírus, segundo os testes de anticorpos.

Os dados hospitalares mostram que infeção prévia ou vacinação protegem contra consequências graves do coronavírus, incluindo a variante Ómicron.

Wolfgang Preiser, diretor do departamento de Virologia Médica na Universidade de Stellenbosch, afirma que "se chegar a um ponto em que quase todos já foram infetados ou foram vacinados, então podemos relaxar".

Südafrika Corona-Pandemie | Wolfgang Preiser NEU

Wolfgang Preiser

De pandemia a endemia

Preiser espera que a pandemia se possa tornar endémica: "Ainda tenho esperança de que seremos capazes de evitar vacinações de reforço regulares. E se não tivermos outra surpresa desagradável sob a forma de outra variante, podemos então manter a nossa imunidade de forma natural".

É através destes requisitos que o epidemiologista espera "que possamos viver realmente com o vírus".

Já ninguém quer pensar em mutações. Nem na cidade do Cabo, durante a "Primeira Quinta-feira", nem no restaurante em Khayelitsha. Especialmente Siphelo Jalivana, o dono do restaurante.

Ele já tem grandes planos para expandir o seu negócio a outras cidades e acredita que as perspetivas de negócio da África do Sul estão, finalmente, boas de novo.

Será que a Ómicron significa o começo do fim da pandemia?

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