Ramaphosa quer exército a combater o crime na África do Sul
13 de fevereiro de 2026
O Presidente sul-africano prometeu enviar soldados "dentro de alguns dias" para combater a grave crise de criminalidade no país.
"O crime organizado é agora a ameaça mais imediata à nossa democracia, à nossa sociedade e ao nosso desenvolvimento económico", afirmou Cyril Ramaphosa no seu discurso sobre o estado da nação, na quinta-feira (12.02).
"O custo da criminalidade é medido em vidas perdidas e futuros interrompidos. É também sentido no medo que permeia a nossa sociedade e na relutância das empresas em investir", afirmou o chefe de Estado.
Em 2026, a base de dados online Numbeo revelou que Pietermaritzberg, Pretória, Joanesburgo, Durban e Port Elizabeth são as cinco cidades mais perigosas da África do Sul, com a Cidade do Cabo, destino turístico internacional, a ocupar o sexto lugar.
De acordo com o Índice Global de Crime Organizado, a África do Sul ocupa o 7.º lugar entre 193 países no que diz respeito ao crime. Em comparação, a Austrália ocupa o 152.º lugar no índice.
"Os grupos de estilo mafioso na África do Sul têm uma presença de longa data no panorama do crime organizado, particularmente através de gangues de rua, gangues prisionais e redes de extorsão, que operam em mercados ilícitos", é referido no perfil sobre a África do Sul.
A Câmara de Comércio e Indústria do Cabo afirmou, num relatório publicado em setembro passado, que no ano fiscal de 2024-2025 a África do Sul registou uma média de 64 homicídios por dia - mais do que os EUA, apesar de ter uma população inferior a um quinto da população americana.