Nyusi homenageia Mário Machungo: ″Perdemos um nacionalista convicto″ | Moçambique | DW | 24.02.2020
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Moçambique

Nyusi homenageia Mário Machungo: "Perdemos um nacionalista convicto"

Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, lembrou Mário Machungo, antigo primeiro-ministro que morreu a 17 de fevereiro em Lisboa, como um "nacionalista convicto e um defensor acérrimo da independência" do país.

Ex-primeiro-ministro moçambicano, Mário Machungo

Ex-primeiro-ministro moçambicano, Mário Machungo

"Perdemos um nacionalista convicto", disse Filipe Nyusi, falando durante o funeral de Estado de Mário Machungo, ocorrido esta segunda-feira (24.02) no salão nobre do Conselho Municipal da Cidade de Maputo.

O antigo governante, que ocupou o cargo de primeiro-ministro entre 1986 e 1994, morreu vítima de doença prolongada em Lisboa.

Para o chefe de Estado moçambicano, a entrega e determinação de Mário Machungo às causas da nação moçambicana são lições que devem permanecer com o povo.

"Defensor da independência"

"Machungo é o mestre que soube imprimir no seu nome letras inapagáveis na história de Moçambique", frisou Filipe Nyusi, acrescentando que se tratou de um "acérrimo defensor da independência económica e política de Moçambique".

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O Presidente lembrou ainda o ex-chefe do Executivo como um governante "nobre e pujante", comprometido com o bem-estar e justiça para os moçambicanos.

"Mário Machungo, um homem de um saber abrangente e lealdade exemplar, deixa-nos um legado de entrega à causa moçambicana", acrescentou o chefe de Estado moçambicano.

O último cargo ocupado por Mário Machungo foi a presidência do banco Millenium Bim, até 2015, uma das maiores instituições financeiras do mercado moçambicano.

Docente universitário, o ex-primeiro-ministro ocupou vários cargos ministeriais entre 1975 e 1986, incluindo as pastas da Indústria e Comércio, Agricultura e Planificação. Foi igualmente deputado durante a primeira legislatura multipartidária pela bancada da FRELIMO.

Machungo nasceu a 01 de dezembro de 1940 em Maxixe, na província de Inhambane, no sul do país. 

Moçambique observa dois dias de luto nacional em sua memória. 

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