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Ossufo Momade quer "reformas profundas" com diálogo político

6 de outubro de 2025

O líder da RENAMO, Ossufo Momade, pediu hoje "reformas profundas" na lei eleitoral, administração pública e Justiça, através do diálogo político em curso no país, pedindo que ninguém seja excluído do processo.

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Ossufo Momade, RENAMO
"Todos os problemas que afetam o nosso povo, o nosso país, terão que ser resolvidos", salienta Ossufo MomadeFoto: Nádia Issufo/DW

“Estamos a falar da lei eleitoral, estamos a falar da administração pública, estamos a falar da administração da Justiça. Todos os problemas que afetam o nosso povo, o nosso país, terão que ser resolvidos através desse trabalho que estamos hoje a iniciar na província de Manica”, disse esta segunda-feira (06.10) o presidente da RENAMO, Ossufo Momade, em declarações aos jornalistas, durante a auscultação pública nacional no âmbito do diálogo político para reformas estatais.

O político, que falava na província de Manica, no centro de Moçambique, disse que espera ver o processo a avançar para que se resolvam os problemas do país, referindo que "ninguém pode ficar de fora".

“Nós queremos umas reformas mais aprofundadas e queremos ver os problemas do país a serem resolvidos. Como sabeis, temos problemas na educação, temos problemas na saúde, temos problemas sociais e o que nós queremos é que os moçambicanos trabalhem juntos. Neste momento ninguém pode ficar de fora”, disse Ossufo Momade.

No domingo, o partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), do político moçambicano Venâncio Mondlane, voltou a criticar a falta de integração na comissão técnica do diálogo político em curso em Moçambique e anunciou uma auscultação paralela.

Em 10 de setembro, Mondlane esclareceu que o partido quer fazer parte da comissão técnica do diálogo político em curso em Moçambique, após o chefe de Estado descartar cartas e requerimentos para este integrar o processo.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, promulgou em abril a lei relativa ao Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, aprovada dias antes no parlamento, com base no acordo com os partidos políticos, assinado em 05 de março, para ultrapassar a violência e agitação social que se seguiu às eleições gerais de outubro.

O acordo para pacificação de Moçambique envolveu a criação da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional, que vai tratar, em dois anos, da definição de forças de segurança republicanas e apartidárias, de um novo modelo eleitoral, da revisão da Constituição da República, da reconciliação, unidade nacional e descentralização governativa.

A fase de auscultação pública ao nível das províncias e da diáspora do diálogo nacional inclusivo arranca hoje, tendo a Presidência da República anunciado que “serão criadas brigadas que irão trabalhar em todas as províncias, em todos os distritos e na diáspora, com vista a ouvir, a auscultar e a criar espaço para que todas as pessoas (singulares e coletivas) possam participar”.

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