1. Ir para o conteúdo
  2. Ir para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Irão ameaça fechar completamente Estreito de Ormuz

22 de março de 2026

Irão ameaça fechar completamente o Estreito de Ormuz caso os EUA ataquem as suas centrais elétricas. Já o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, garante que Israel está a "vencer a batalha" contra o Irão.

https://p.dw.com/p/5At7g
Petroleiro ancorado no Estreito de Ormuz
Bloqueio do Estreito de Ormuz tem causado um aumento acentuado dos preços da energiaFoto: Benoit Tessier/REUTERS

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou este domingo (22.03) atacar as centrais elétricas iranianas se Teerão não abrir “totalmente” o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas.

Se as ameaças de Washington se concretizarem, o estreito "será completamente fechado e não será reaberto” até que as centrais elétricas destruídas sejam recuperadas, avisou o Centro de Comando Conjunto de Khatam al-Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal iraniana.

Irão já tinha respondido ao ultimato de 48 horas dizendo que o canal permanece aberto à navegação internacional, exceto para Israel e os Estados Unidos da América (EUA).

Em resposta, as forças armadas iranianas alertaram que, se as suas centrais elétricas forem bombardeadas, atacarão a infraestrutura energética dos EUA, as centrais de dessalinização e os locais de tecnologia da informação na região.

O representante permanente do Irão na Organização Marítima Internacional (IMO) e embaixador iraniano em Londres, Ali Mousavi, indicou que a passagem de navios pelo estreito estratégico é possível “com coordenação com as autoridades iranianas para disposições de segurança e proteção”.

Porém, segundo a empresa de análise de dados especializada Kpler, o trânsito de mercadorias no estreito caiu 95% desde o início de março e apenas um pequeno número de navios de carga e petroleiros tem conseguido passar. 

O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques às infraestruturas energéticas têm causado um aumento acentuado dos preços da energia.

Benjamin Netanyahu inspeciona danos causados por ataque com mísseis iranianos
Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, instou outros países a juntarem-se à ofensiva contra o IrãoFoto: Avi Ohayon/GPO/Handout/Anadolu/picture alliance

Israel está a "esmagar" o inimigo

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou hoje, durante uma visita ao local de um ataque com míssil iraniano, que Israel está a “esmagar” o inimigo e a “vencer a batalha” contra o Irão. 

Em declarações aos jornalistas, divulgadas pelo seu gabinete, Netanyahu afirmou que “Israel e os Estados Unidos estão a trabalhar juntos para o bem do mundo”.

“É hora de os líderes dos outros países se juntarem a nós. Tenho o prazer de dizer que vejo alguns indícios nessa direção, mas é preciso mais”, acrescentou a um grupo de jornalistas selecionados e numa visita em que a grande maioria dos meios de comunicação teve o acesso negado.

Segundo Netanyahu, o Irão e os Estados Unidos mantêm-se “firmes” nos objetivos desta guerra, nomeadamente “desmantelar completamente o programa nuclear, o programa de mísseis e a capacidade de produzir os componentes para ambos os programas” do Irão.

“Estamos no caminho certo para alcançar isso”, acrescentou, referindo que estão a ser criadas condições para que o povo iraniano derrube o regime iraniano.

Guerra entra em "fase perigosa", alerta OMS

A guerra no Médio Oriente entrou numa "fase perigosa" com ataques próximos de instalações nucleares no Irão e em Israel, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

"Os ataques a instalações nucleares representam uma ameaça crescente à saúde pública e à segurança ambiental", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

O responsável da OMS fez um apelo urgente a "todas as partes para que exerçam a máxima contenção militar e evitem qualquer ação que possa desencadear incidentes nucleares".

No sábado, o Irão atacou Dimona, cidade do sul de Israel onde se situa um centro de investigação nuclear, em retaliação por um ataque, no mesmo dia, ao seu complexo nuclear de Natanz, no centro do país.

Irão: Como esta guerra pesa no bolso dos cidadãos na Europa?

Saltar a secção Mais sobre este tema