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França propõe sanções europeias contra junta militar do Mali

Lusa | AFP | gcs
13 de janeiro de 2022

Chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, defende sanções em linha com as adotadas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.

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Jean-Yves Le Drian, chefe da diplomacia francesa
Ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le DrianFoto: Luiz Rampelotto/EuropaNewswire/picture alliance

"Vamos propor apoiar as decisões" anunciadas no domingo (09.01) pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), disse Jean-Yves Le Drian numa entrevista à agência France-Presse.

A França ocupa atualmente a presidência da União Europeia.

Segundo Le Drian, "a hipótese mais provável é que [a proposta francesa] seja aprovada" durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia agendada para hoje, em Brest (noroeste de França).

A CEDEAO decretou no domingo o encerramento das fronteiras com o Mali e um embargo comercial e financeiro. A organização regional critica o plano da junta militar de continuar a liderar o país durante pelo menos cinco anos, em vez de organizar eleições em fevereiro, como prometera.

Na terça-feira, a junta militar pediu aos malianos que se manifestassem amanhã contra essas sanções, assumindo-se aberta ao diálogo.

"A situação no Mali e no Sahel é um assunto africano e europeu, não se trata de uma questão franco-maliana", disse Le Drian, referindo-se à participação de 10 países europeus no contingente de forças especiais Takuba destacadas no Mali por iniciativa da França.

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