Cabo Delgado: Standard Moçambique empurra projeto de gás para 2023 | Moçambique | DW | 14.06.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Cabo Delgado: Standard Moçambique empurra projeto de gás para 2023

O Standard Bank prevê que o projeto de gás natural liquefeito (GNL) liderado pela Totalenergies em Cabo Delgado, norte de Moçambique, só seja retomado em 2023, se houver segurança.

Projeto de gás Natural Liquefeito em Afungi, Moçambique

Projeto de gás Natural Liquefeito em Afungi, Moçambique

"Os mais recentes ataques terroristas em Cabo Delgado podem levar a Totalenergies a um atraso adicional na construção do empreendimento de gás natural liquefeito (GNL) de Afungi", lê-se na mais recente nota de análise do banco.

"Caso haja condições de segurança, ainda podemos ver a construção ser retomada durante 2023", mas "as expectativas iniciais eram que a construção seria retomada durante o último trimestre" de 2022, recorda, acerca do investimento de 20 mil milhões de euros em que residem muitas esperanças do país para dinamização da economia.

O megaprojeto foi suspenso há um ano devido a um ataque armado violento (com um número de mortes nunca revelado) contra a vila de Palma, base de parte das empresas construtoras, junto aos estaleiros e à zona de obras.

Totalenergies

A multinacional suspendeu há um ano o projeto de produção de gás natural após ataque armado

Situação melhor, mas não o suficiente

A insurgência armada, que grassa desde 2017, por vezes reivindicada pelo grupo extremista Estado Islâmico, continua a provocar ataques na região, apesar de a ofensiva militar com apoio estrangeiro ter empurrado os grupos rebeldes para esconderijos nas matas.

Ruanda e Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) apoiam Moçambique no combate desde há um ano, além de formação militar oferecida pela União Europeia (UE) e Estados Unidos da América.

A situação tem melhorado, mas não o suficiente.

O presidente-executivo da Totalenergies, Patrick Pouyanné, disse em janeiro que quer ir "a Palma, Mocímboa da Praia e Mueda: quando vir que a vida está de volta ao normal, com serviços do Estado e população, aí o projeto pode recomeçar".

Na mesma nota de análise, o Standard Bank revê em alta a inflação prevista para este ano em Moçambique, para 11,7%, por causa do aumento dos alimentos e combustíveis provocado pela guerra na Ucrânia.

A inflação em ascensão e um investimento estrangeiro abaixo do previsto, devido aos atrasos nos projetos de gás, leva o banco a reduzir as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique, estimando agora que cresça 3,3% em relação a 2021, em vez dos 3,4% que se anteviam.

"Cabo Delgado tornou-se uma negação do Estado de Direito"

Leia mais