África do Sul: Cheias mortais forçam evacuação do Kruger
16 de janeiro de 2026
O Parque Nacional Kruger, a reserva natural mais famosa da África do Sul, fechou temporariamente as suas portas aos visitantes na quinta-feira (15.01), após semanas de chuvas torrenciais terem provocado cheias mortais nas províncias de Limpopo e Mpumalanga.
Os turistas que já se encontravam em alojamentos dentro do parque puderam permanecer, exceto nas áreas em redor do rio Letaba, que foram evacuadas, informou a agência de parques nacionais da África do Sul.
Os responsáveis do parque afirmaram que o encerramento é uma medida de precaução até que as condições melhorem, uma vez que os meteorologistas preveem chuva intensa nas próximas 48 horas.
Durante a manhã, funcionários e visitantes tiveram de ser resgatados por helicóptero depois de um dos parques de campismo ter ficado inundado.
Alerta de nível máximo para chuva intensa
O Serviço Meteorológico da África do Sul emitiu o nível mais elevado de alerta para partes da região norte, com previsões de 100 a 200 milímetros de chuva nos próximos dois dias.
É um alerta "sem precedentes”, afirmou o serviço.
As chuvas intensas começaram em dezembro, provocando o transbordo de rios e a destruição de estradas. Desde o mês passado, pelo menos 19 pessoas morreram nas províncias vizinhas de Mpumalanga e Limpopo, onde se localiza o Parque Kruger.
O Presidente Cyril Ramaphosa visitou a província de Limpopo na quinta-feira, onde equipas de busca e salvamento foram mobilizadas para ajudar residentes que ficaram cercados devido às cheias severas.
De acordo com as Forças de Defesa Nacional da África do Sul, têm utilizado helicópteros e outras aeronaves para ajudar na evacuação de pessoas isoladas.
"A água está a mover-se muito rápido!" disse Reynold Thakhuli, representante do parque Kruger à Reuters.
Animais adaptam-se
O maior parque nacional da África do Sul, o Kruger, estende-se por cerca de 20.000 quilómetros quadrados, aproximadamente a área do País de Gales, e faz fronteira com Moçambique e o Zimbabué.
A reserva é casa dos "grandes 5”: o leão, o leopardo, o rinoceronte, o elefante e o búfalo.
Um representante do parque explicou que os animais são adaptáveis e conseguem deslocar-se para terrenos mais elevados.
Reynold Thakhuli afirmou que medidas cautelares são necessárias para proteger os visitantes.
"Neste momento, não existem previsões em termos de quando a chuva vai parar, estamos a monitorizar a situação diariamente."
Chuvas também em Moçambique
Chuvas recorde também atingiram o vizinho Moçambique, levando as autoridades a evacuar pessoas de zonas baixas. O serviço meteorológico moçambicano afirmou que são esperadas mais chuvas e ventos fortes nos próximos dias, incluindo na capital, Maputo.