Ruanda anuncia mobilização de mil efetivos para Cabo Delgado | Moçambique | DW | 09.07.2021

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Moçambique

Ruanda anuncia mobilização de mil efetivos para Cabo Delgado

O Governo do Ruanda anunciou que vai começar hoje a mobilizar um contingente de mil militares e polícias para a província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, a pedido das autoridades deste país.

"O Governo do Ruanda, a pedido do Governo de Moçambique, vai hoje começar o destacamento de um contingente de mil pessoas, da Força de Defesa do Ruanda e da Polícia Nacional do Ruanda para a província de Cabo Delgado, Moçambique, que está a ser afetada pelo terrorismo e insegurança", lê-se numa nota colocada hoje no site do governo e consultada pela Lusa.

"A Força Conjunta vai trabalhar de forma próxima com as forças armadas de Moçambique e com as forças da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral nos setores de responsabilidade designados", acrescenta-se no texto.

O contingente do Ruanda, aponta-se ainda, "vai apoiar os esforços para restaurar a autoridade do Estado moçambicano, através de combates e operações de segurança, bem como a estabilização e reforma do setor da segurança".

Princípios de Kigali

Este destacamento, conclui-se no comunicado, "está baseado nas boas relações bilaterais" entre os dois países, e surge "no seguimento da assinatura de vários acordos entre os dois países em 2018, e está assente no compromisso do Ruanda para com a doutrina Responsabilidade para Proteger (R2P) e nos Princípios de Kigali para a Proteção dos Cidadãos, de 2015".

o Ruanda anunciou o envio do contingente depois de a secretária-executiva da Comunidade Económica dos Estados da África Austral(SADC), Stergomena Lawrence Tax, ter informado o secretário-geral da ONU, António Guterres, da aprovação de uma força de reserva do bloco de países, para combater os insurgentes Cabo Delgado.

Grupos armados aterrorizam Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo jihadista Estado Islâmico, numa onda de violência que já provocou mais de 2.800 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e 732.000 deslocados, de acordo com a ONU.