Quem são os ″cabecilhas″ dos ataques no norte de Moçambique? | Moçambique | DW | 14.08.2018
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Moçambique

Quem são os "cabecilhas" dos ataques no norte de Moçambique?

Polícia moçambicana divulgou os nomes dos seis homens que supostamente lideram os ataques armados na província de Cabo Delgado, no norte do país, e pediu à população colaboração para a captura dos alegados "cabecilhas".

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Ataque armado em Mucojo, distrito de Macomia, província de Cabo Delgado

O comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Rafael Bernardino disse, em declarações reproduzidas segunda-feira (13.08) pela emissora pública Rádio Moçambique, que os grupos armados que protagonizam ataques em Cabo Delgado são dirigidos por Abdul Faizal, Abdul Remane, Abdul Raim, Nuno Remane, Ibn Omar e um sexto identificado apenas por Salimo.

"Consideramos esses como os cabecilhas", declarou Bernardino Rafael, falando numa parada policial na cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado.  

Rafael Bernardino exortou também as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas a "manterem o empenho" no combate aos grupos.

Apelo à população

O responsável exortou a população a colaborar na localização dos responsáveis pelos referidos grupos armados. "Apelamos à população para quem souber, quem tiver informações possíveis, que levem à captura desses nomes que nós indicamos, contacte a Polícia da República de Moçambique, para nós atuarmos", declarou o comandante-geral da polícia moçambicana.

Povoações remotas da província de Cabo Delgado, situada entre 1.500 a 2.000 quilómetros a norte de Maputo, têm sido saqueadas com violência por desconhecidos desde outubro de 2017, provocando um número indeterminado de mortos e deslocados.

Os grupos que têm atacado as aldeias nunca fizeram nenhuma reivindicação nem deram a conhecer as suas intenções, mas investigadores sugerem que a violência está ligada a redes de tráfico de heroína, marfim, rubis e madeira.  

Os ataques acontecem numa altura em que avançam os investimentos de companhias petrolíferas em gás natural na região, mas sem que até agora tenham entrado no perímetro reservado aos empreendimentos.

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