Presidente tanzaniano critica doadores do Ocidente e elogia China | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 28.11.2018
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Internacional

Presidente tanzaniano critica doadores do Ocidente e elogia China

Presidente da Tanzânia, John Magufuli, critica países e organizações ocidentais que ameaçam retirar apoios financeiros e elogia a presença chinesa no país, que ajuda sem condições. "A China é uma verdadeira amiga".

John Magufuli: As únicas coisas realmente grátis são as fornecidas pela China

John Magufuli: "As únicas coisas realmente grátis são as fornecidas pela China"

"As coisas grátis são na verdade caras, essencialmente quando são dadas por alguns países", disse o chefe de Estado, aludindo à posição tomada por alguns países doadores, que ameaçaram retirar fundos de ajuda fundamentais para o país.

As declarações de John Magufuli surgem depois de alguns dos países e organizações doadoras terem ameaçado retirar fundos necessários ao país, justificando as medidas com a deterioração das condições humanitárias na Tanzânia.

A Dinamarca reteve  65 milhões de coroas (cerca de 8,7 milhões de euros) em ajuda externa ao país, depois de o comissário regional de Dar Es Salam ter feito "comentários homofóbicos inaceitáveis", que também levaram a União Europeia a rever o seu apoio financeiro.

O Banco Mundial suspendeu um empréstimo de 300 milhões de dólares (cerca de 265,5 milhões de euros) destinado à educação, depois da proibição criada pelo Estado em readmitir alunas que tenham estado grávidas.

"A China é uma verdadeira amiga"

"As únicas coisas realmente grátis são as fornecidas pela China", afirmou Magufuli, durante a abertura da biblioteca da Universidade de Dar Es Salam, capital do país, uma infraestrutura de 90 mil milhões de xelins (cerca de 34.630 milhões de euros) construída com um fundo chinês.

"A China é uma verdadeira amiga que oferece ajuda sem condições", acrescentou o chefe de Estado, citado pela agência Bloomberg.

Vários grupos de defesa dos direitos humanos avisaram que a economia tanzaniana está a ser prejudicada. As autoridades da Tanzânia são acusadas de deter membros da oposição e defensores da liberdade de imprensa, assim como de recusar serviços médicos e tratamento para o HIV a membros da comunidade Lésbica, Gay, Bissexual, Transsexual e Intersexo (LGBTI).

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