Presidente sul-africano convocado a depor sobre corrupção | NOTÍCIAS | DW | 24.03.2021

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NOTÍCIAS

Presidente sul-africano convocado a depor sobre corrupção

Cyril Ramaphosa, vai depor em abril perante a comissão que investiga a grande corrupção no Estado, anunciou esta quarta feira, (24.03), o juiz Raymond Zondo.

O juiz sul-africano, que lidera a comissão 'Zondo' de investigação à alegada grande corrupção no mandato do ex-Presidente Jacob Zuma, referiu que Ramaphosa vai comparecer durante quatro dias (22, 23, 28 e 29) no próximo mês de abril.    

Raymond Zondo indicou que nos dias 22 e 23, Ramaphosa vai depor na qualidade de presidente do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês).

"Nos dias 22 e 23, essas datas são efetivamente para o partido no poder, o ANC, porque também indiquei que esta comissão não pode terminar o seu trabalho sem que o partido no poder também venha testemunhar e tratar de certos assuntos", salientou.

O juiz Zondo, que é o vice-presidente da Justiça na África do Sul, disse ainda que Ramaphosa terá também de testemunhar perante a comissão de investigação na sua qualidade de chefe de Estado e de ex-vice-Presidente da África do Sul, cargo que ocupou no mandato de Jacob Zuma, nos dias 28 e 29 de abril.

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Presidência já confirmou comparência

Após o anúncio do juiz Zondo, a Presidência da República sul-africana também confirmou, em comunicado divulgado no site oficial de internet, que Ramaphosa comparecerá perante a comissão judicial de inquérito nas datas indicadas pelo juiz sul-africano. 

"Está de acordo com as muitas declarações públicas do Presidente em que manifestou a sua disponibilidade para testemunhar perante a comissão", refere o comunicado da Presidência da República.

O chefe de Estado sul-africano irá depor na qualidade de Presidente e ex-vice-Presidente da República e como presidente e ex-vice-presidente do Congresso Nacional Africano, segundo a Presidência sul-africana.

Silêncio de Zuma

Zuma, implicado em cerca de 40 audições, tem multiplicado as manobras para evitar ter de se explicar, acumulando recursos ou invocando o seu direito ao silêncio.

Südafrika ehemaliger Präsident Jacob Zuma

Jacob Zuma poderá ter de responder por recusar testemunhar no processo em que está implicado

Só testemunhou uma vez em 2019 antes de encenar uma "greve". Desde então, repetidamente opôs-se aos testemunhos, alegando interferência política no processo.

Zondo está agora a tentar uma pena de prisão de dois anos para Jacob Zuma, de 78 anos, por desacato ao tribunal e recusar testemunhar. O Tribunal Constitucional vai ouvir o caso na quinta-feira (25.03).

Jacob Zuma, que liderou o país entre 2009 e 2018, foi afastado pelo seu partido, o ANC, antes de terminar o mandato, depois de múltiplos escândalos relacionados com corrupção, desde quando era vice-Presidente da República.

O ex-chefe de Estado foi substituído no cargo por Cyril Ramaphosa, que era vice-Presidente de Zuma. Este negou até agora todas as acusações afirmando ser uma 'caça às bruxas' política do partido no poder, o ANC, na altura liderado por Thabo Mbeki, que governou o país entre 1999 e 2008.

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