Nyusi: ″Restabelecer a tranquilidade em Cabo Delgado é prioridade″ | Moçambique | DW | 27.07.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Nyusi: "Restabelecer a tranquilidade em Cabo Delgado é prioridade"

O Presidente moçambicano apontou a paz como uma condição fundamental para o fluxo de investimento no país. Nyusi avança que restabelecer a tranquilidade em Cabo Delgado, região afetada pelo terrorismo, é uma prioridade.

"A condição de paz e tranquilidade é crítica para o fluxo de investimentos e comércio, o que traduz a integração regional. Por isso, a nossa prioridade estratégica agora é combater o terrorismo", declarou esta terça-feira (27.07) o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi falava durante a sessão de abertura da 13.ª Cimeira de Negócios Estados Unidos-África, que se realiza a partir de esta terça e até sexta-feira, em formato virtual.

Segundo o chefe de Estado, Moçambique está ciente da importância da paz para o desenvolvimento económico e, no combate a grupos terroristas em Cabo Delgado, o executivo tem privilegiado uma abordagem holística e multissetorial.

"Estamos a promover programas de desenvolvimento integrado em setores socioeconómicos de prestação de serviços em Cabo Delgado. Temos de prevenir e desencorajar o aliciamento de jovens que se juntam aos grupos terroristas", declarou.

Apoios da SADC e Ruanda

Na resposta militar, prosseguiu o chefe de Estado, Moçambique está a contar com o apoio da  Comunidade de Desenvolvimento da África Austra  e do Ruanda, como forma de travar as incursões destes grupos.

"Os ataques terroristas em alguns distritos de Cabo Delgado tem criado impactos negativos sobre a vida das populações locais, criando um grande número de deslocados e destruindo infraestruturas", acrescentou.

Grupos armados aterrorizam a província moçambicana de Cabo Delgado desde 2017, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo Estado Islâmico.

Há mais de 2.800 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 800 mil deslocados, de acordo com a presidência moçambicana.

A 13.ª Cimeira de Negócios Estados Unidos-África vai juntar vários Presidentes africanos e a secretária de Estado do Comércio dos Estados Unidos, Gina Raimondo.

Assistir ao vídeo 05:02

Violência em Moçambique: A irrelevância do discurso de desenvolvimento?

Leia mais