FRELIMO pede divisas para garantir combustíveis
3 de abril de 2026
A FRELIMO apelou também para o reforço da monitoria contínua de preços e do abastecimento de combustíveis para evitar roturas e práticas especulativas no mercado, além de restringir a reexportação para assegurar e priorizar o mercado interno.
Segundo documento, "a comissão política orienta o Governo a adotar mecanismos de curto e médio prazo, visando fazer face à atual situação de combustíveis em Moçambique, em resultado do conflito no Médio Oriente, assegurando a disponibilidade de reservas suficientes deste recurso energético para manter o abastecimento estável".
Entre as medidas a médio prazo, consta o aumento da capacidade de armazenamento de combustíveis no país e a promoção da expansão do gás natural veicular como "alternativa mais eficiente e menos volátil" face aos combustíveis líquidos importados.
O órgão sugere ainda que se desenvolva a "capacidade de refinação, reduzindo a dependência de produtos refinados importados,melhorando a segurança energética".
No início da semana, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, alertou para asubida dos preços de combustíveis nos próximos meses no país caso a guerra no Médio Oriente continue, mas tranquilizou os cidadãos garantindo existirem reservas para aguentar pelo menos um mês.
Governo refuta crise
Em 27 de março, o Governo moçambicano refutou uma crise de combustíveis no país, indicando que está a decorrer o processo normal de reposição de 'stock', o que eleva para mais 26 dias a disponibilização de gasolina e para 17 dias no gasóleo.
O secretário de Estado do Tesouro e Orçamento garantiu em 10 de março que Moçambique tem 75 mil toneladas de combustíveis, quantidade considerada suficiente até princípios de maio, após o Irão encerrar o estreito de Ormuz, e adquirida a preços anteriores ao início do devido ao conflito no Médio Oriente.
Acrescentou que cerca de 80% das importações de combustíveis de Moçambique transitam pelo estreito de Ormuz, vindos do Médio Oriente.
Também a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (Amepetrol) garantiu na sexta-feira, em comunicado, que "não há situação de rutura iminente de combustíveis" no país, assegurando que o abastecimento está a ser gerido de forma contínua e coordenada entre os intervenientes.
A Amepetrol apela que se mantenha a normalidade no consumo, evitando comportamentos que possam gerar "constrangimentos desnecessários" à rede de distribuição (foto de arquivo)