Morreu ex-Presidente egípcio Mohammed Morsi | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 17.06.2019
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Internacional

Morreu ex-Presidente egípcio Mohammed Morsi

O ex-Presidente do Egito, Mohammed Morsi, estava a ser interrogado em tribunal sobre acusações de espionagem quando colapsou. Membro da Irmandade Muçulmana denuncia "assassinato premeditado".

O ex-Presidente egípcio, Mohammed Morsi, morreu esta segunda-feira (17.06), depois de desmaiar num tribunal onde estava a ser interrogado sobre acusações de espionagem.

Uma fonte judicial avançou à agência de notícias France Presse que Mohammed Morsi "estava a testemunhar perante o juiz há 20 minutos, quando ficou agitado e desmaiou". Minutos antes, Morsi dissera ao tribunal que tinha "muitos segredos" por revelar, afirmou outra fonte à agência de notícias AP. O ex-Presidente acabou por morrer.

Mohammed Morsi, de 67 anos, assumiu a chefia de Estado do Egito em 2012 nas primeiras eleições livres após os protestos da "Primavera Árabe", que levaram à queda do regime do Presidente Hosni Mubarak. A Irmandade Muçulmana, dirigida por Morsi, conquistou a maioria no Parlamento.

Kairo Proteste

Protesto contra o então Presidente Mohamed Morsi e a Irmandade Muçulmana em 2013

Morsi esteve no poder até 2013. Foi deposto num golpe militar depois de novos protestos, desta vez contra a Irmandade Muçulmana. Abdel Fattah al-Sisi, então ministro da Defesa, sucedeu a Morsi na Presidência e encetou uma campanha de repressão contra membros da Irmandade Muçulmana e outros opositores.

"Assassinato premeditado"

Um dos filhos de Mohammed Morsi, Ahmed, confirmou a morte do pai nas redes sociais.

Mohammed Sudan, um membro influente da Irmandade Muçulmana em Londres, afirmou que a morte de Morsi foi um "assassinato premeditado". Segundo Sudan, o ex-Presidente egípcio estava impedido de receber visitas e medicamentos.

"Ele era colocado numa jaula de vidro [durante os julgamentos]. Ninguém o podia ouvir, e ninguém sabia o que se passava com ele. Não teve visitas durante quase um ano. Antes, ele queixou-se que não tinha acesso a medicamentos. Isto é assassinato premeditado. É uma morte lenta", acusou Sudan.

A família de Mohammed Morsi e organizações de direitos humanos denunciaram anteriormente que o ex-chefe de Estado egípcio era mantido em regime de isolamento. Segundo a Amnistia Internacional, Morsi só recebeu três visitas desde que foi detido após o golpe militar.

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