Angola quer resolver segurança e apostar no comércio com RDC | Angola | DW | 05.02.2019

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Angola

Angola quer resolver segurança e apostar no comércio com RDC

Presidente angolano espera que cooperação com RDC passe das intenções à prática. No final da visita a Luanda do Presidente Tshisekedi, João Lourenço assumiu necessidade de reforçar a segurança e controlar imigração.

Félix Tshisekedi foi empossado Presidente da RDC a 24 de janeiro

Félix Tshisekedi foi empossado Presidente da RDC a 24 de janeiro

O novo Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, foi recebido esta terça-feira (05.02) pelo seu homólogo angolano, João Lourenço, no Palácio da Cidade Alta, em Luanda, com quem manteve um encontro privado. Na bagagem trouxe temas como as relações de cooperação nos domínios da segurança e da economia.

Luanda foi o primeiro destino de Félix Tshisekedidesde que tomou posse como Presidente da RDC, dirigida durante 18 anos por Joseph Kabila. Falando à imprensa no final do encontro, João Lourenço, disse esperar que a cooperação entre Angola e a RDC passe "das velhas intenções para projetos concretos".

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Angola quer resolver segurança e apostar no comércio com RDC

O objetivo é relançar a cooperação sobretudo em dois domínios: segurança e económico. "Angola e a RDC têm uma vasta fronteira que não tem sido suficientemente bem explorada no interesse de ambos os países. Somos países com grandes recursos minerais e podemos, através do investimento privado, ultrapassar alguns problemas, entre os quais o desemprego das nossas populações", disse o chefe de Estado angolano.

Por outro lado, João Lourenço adiantou que Angola tem enorme interesse em renegociar os vários acordos assinados com a RDC em matéria de segurança, ordem pública e no domínio migratório, mas sobretudo no domínio energético, para que Angola possa "beneficiar da energia produzida pela barragem do Inga, para Cabinda e outras localidades fronteiriça da província do Zaire."

Repatriamento de congoleses

A questão do repatriamento de mais de 400 mil congoleses em atividades de garimpo em Angola nos últimos meses de 2018 foi abordada por Félix Tshisekedi, que disse "compreender" a decisão das autoridades de Luanda. 

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Chega ao fim o sonho congolês em Angola

O Presidente da RDC destacou que a imigração irregular para Angolapassou sobretudo "por uma questão de sobrevivência" e "não para pôr em causa a segurança de Angola". 

Nesse sentido, Tshisekedi pediu a João Lourenço uma maior colaboração entre os serviços de migração e fronteiras dos dois países, para que os imigrantes possam regressar "em condições dignas" à RDC e para que se possa pacificar as diferentes zonas, desenvolver o comércio e gerar emprego.  "Vamos, juntos, continuar a combater essa vaga de imigração ilegal", disse. 

Presidente "reformador"

O Presidente congolês afirmou-se também como um "reformador" e deu como exemplo o facto de a televisão estatal congolesa ter dado destaque a um comício do candidato derrotado, Martin Fayulu. Algo que, sublinhou Félix Tschisekedi, não era prática no regime de Kabila.

"Pela primeira vez, não apenas um comício da oposição pode realizar-se sem perturbação, mas também a televisão oficial fez questão de falar sobre a oposição e também mostrou imagens da manifestação. É um sinal que eu queria mandar aos meus compatriotas sobre o respeito dos direitos e liberdades das pessoas, sobretudo da melhoria da democracia do nosso país", declarou.

Questionado sobre o facto de a sua eleição ser ainda objeto de contestação, Tshisekedi preferiu olhar para o simbolismo da "transição pacífica" com a saída de Joseph Kabila. "A primeira vez que tivemos eleições sem violência foi desta vez", sublinhou.

Depois de Luanda, as próximas visitas de Estado do novo Presidente congolês serão a Nairobi (Quénia) e Brazzaville (Congo).