Novo edil de Nampula, Paulo Vahanle, presta contas sobre seu mandato | Moçambique | DW | 04.07.2018
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Moçambique

Novo edil de Nampula, Paulo Vahanle, presta contas sobre seu mandato

Paulo Vahanle, primeiro edil da RENAMO a governar o município de Nampula, apresentou na Assembleia Municipal o balanço dos três meses de governação.

Mosambik Nampula (DW/S. Lutxerque)

Paulo Vahanle

A remoção do lixo na autarquia e a reabilitação de mercados e estradas foram algumas das ações que o edil de Nampula, Paulo Vahanle, destacou na reunião desta quarta-feira (04.07) na Assembleia Municipal, ao apresentar o balanço das realizações operadas nos primeiros três meses da sua governação. Segundo ele, "é com orgulho que apresento estas realizações".

Paulo Vahanle, primeiro edil da RENAMO a governar o município de Nampula desde 18 de abril passado, disse que, apesar da exiguidade de verbas que poderiam concorrer para uma maior celeridade das atividades inseridas no seu manifesto eleitoral, o executivo que lidera está e vai continuar a trabalhar em prol do desenvolvimento da autarquia.

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Novo edil de Nampula, Paulo Vahanle, presta contas sobre seu mandato

"O balanço que faço dos primeiros meses de governação é positivo e estou orgulhoso, porque estamos a conseguir trabalhar na remoção do lixo, tapar os buracos nas estradas e sobretudo a solucionar os problemas que afetam o dia-a-dia dos munícipes. Mas ao longo desses três meses deparamos com vários constrangimentos, nomeadamente a falta de fundos, os munícipes que não cumprem com as suas obrigações [impostos diversos] e pessoas de má-fé que tentam a todo o custo inviabilizar as nossas atividades", disse.

Munícipes satisfeitos

Alguns munícipes ouvidos pela reportagem da DW África estão satisfeitos com o desempenho do executivo municipal que consideram estar a dar provas de empenho no desenvolvimento da cidade. Mas querem ver ainda mais ações, pois entendem que muito deve ser feito principalmente para o embelezamento de Nampula, como afirma a cidadã Cecília Nogueira.

"A cidade parece que está a melhorar, mas os bairros estão ainda mal cuidados porque o lixo continua a não ser removido como deveria ser. Este é só um exemplo, mas talvez o motivo para a não recolha do lixo tem a ver com a carência de meios de transporte".

Mosambik Nampula (DW/S. Lutxerque)

Cecília Nogueira

Jamal José, chefe da bancada do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido com maioria na Assembleia Municipal de Nampula, também atribui nota positiva ao executivo de Paulo Vahanle. Contudo, Jamal José diz que o edil não vai a tempo de cumprir com todo o seu programa devido a vários fatores nomeadamente a questão da falta de orçamento para o efeito.

"Uma vez que todos vemos que a cidade está limpa e está a ser organizada, a avaliação que faço é positiva...mas como faltam verbas muita coisa fica para trás", destacou.

Filomena Mutoropa, única representante do Partido Humanitário de Moçambique (PAHUMO) na Assembleia Municipal, também avalia de forma positiva o balanço dos primeiros três meses do edil, mas lamenta o facto de Paulo Vahanle estar a executar alguns projetos considerados de grande envergadura, como no caso da reabilitação do mercado grossista de produtos frescos, sem antes informar a própria Assembleia Municipal.

FRELIMO dá nota negativa ao balanço

Mosambik Nampula (DW/S. Lutxerque)

Guilherme Kulyumba

Quem não está convencido deste balanço positivo é a FRELIMO que não vê "nada de novo no programa executado pelo edil". Guilherme Kulyumba, chefe da bancada daquele partido, diz que Paulo Vahanle passa a vida a lamentar em vez de mostrar trabalho. "O informe do presidente da edilidade coxeia e não espelha a realidade do município de Nampula atualmente, porque hoje encontramos um município totalmente destruído, com estradas degradas, uma situação que não dignifica uma governação objetiva e transparente. Gostaríamos que os atuais gestores tivessem o sentido de servir as nossas comunidades. Os dirigentes existem para resolver os problemas e não para passarem a vida a lamentar. E o atual edil tem essa tendência de lamentar, choramingar e não é isto que deve acontecer, porque não é isso que querem os munícipes", concluiu Kulyumba.

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