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Moçambique recebe 17 milhões de dólares do Fundo Pandémico

19 de maio de 2026

O Fundo Pandémico vai disponibilizar cerca de 17 milhões de dólares (14,5 milhões de euros) a Moçambique para responder às emergências de saúde pública ligadas aos eventos climáticos extremos, anunciou ministro da Saúde.

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Operação de socorro às vítimas das cheias em Boane, Maputo
Para o ministro da Saúde, a escolha de Moçambique representa um reconhecimento dos progressos alcançados pelo país no controlo de emergências de saúde pública Foto: Amilton Neves/REUTERS

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde de Moçambique, Ussene Isse, na segunda-feira (18.05), à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra, na Suíça, durante um encontro de alto nível entre a delegação moçambicana e responsáveis do Fundo Pandémico, mecanismo internacional criado após a pandemia da Covid-19 para apoiar os países no fortalecimento da segurança sanitária.

Ussene Isse lembrou que Moçambique continua a ter "emergências de saúde pública ligadas aos ciclones, às cheias, à seca" - eventos climáticos que tem tido impacto nas emergências de saúde pública.

Para responder às crises, o país vai receber 17 milhões de dólares (14,5 milhões de euros) do Fundo Pandémico, mecanismo gerido pelas Nações Unidas e pela Fundação Suíça Filantropia, "para poder elaborar um plano operacional para a implementação deste valor".

Segundo o ministro, a escolha de Moçambique representa um reconhecimento dos progressos alcançados pelo país no controlo de emergências de saúde pública e no reforço da capacidade de resposta a surtos e epidemias.

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Maximizar recursos na saúde

No dia 2 de abril, o ministro da saúde de Moçambique já tinha avançado que o país quer maximizar os recursos através da planificação conjunta e eficiente entre diferentes atores, visando melhorar a alocação de meios e travar a duplicação de intervenções, num contexto de redução do financiamento.

"Num contexto em que todos nós sabemos e vivemos, é mandatório termos de facto esta abordagem do único plano para a saúde, o único orçamento e um plano de monitoria. Isso vai nos ajudar a maximizar cada vez mais os escassos recursos que nós temos", explicou Ussene Isse, ao lançar, em Maputo, o Mês de Planificação no Setor da Saúde.

O Governo pretende avançar com um instrumento de planificação única do setor, que integra todos os intervenientes, incluindo organizações da sociedade civil, entendendo que o mesmo vai combater a dispersão de recursos e o problema da redução global do financiamento, melhorando o acesso aos serviços de saúde.

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