Moçambique: Polícia investiga suposto ataque em Pemba | Moçambique | DW | 01.03.2020

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Moçambique

Moçambique: Polícia investiga suposto ataque em Pemba

Trata-se da morte de dois jovens cujos corpos foram encontrados decapitados há uma semana nos arredores de Pemba, Cabo Delgado. Segundo fontes, as vítimas terão recusado o recrutamento jihadista.

A polícia está a investigar a morte de dois jovens nos arredores da cidade de Pemba, capital da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, avançou no sábado (29.02) a agência de notícias France Press (AFP).

Segundo informações da AFP, citando moradores locais, os dois corpos foram encontrados decapitados no domingo passado (23.02) numa estrada nos arredores da cidade.

"Os dois jovens foram baleados e decapitados perto da prisão onde estão detidas pessoas acusadas de insurgência", afirmou um morador local, sob condição de anonimato, acrescentando que "pela maneira como foram assassinados, achamos que é um ataque do [grupo jihadista] a al-Shabaab".

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Bispo de Pemba #explica a situação humanitária dos refugiados na província de Cabo Delgado

A polícia confirmou as duas mortes, mas não avançou detalhes. "Coletamos os corpos para o necrotério. Estamos trabalhando com medicina forense para esclarecer o caso", disse à AFP o porta-voz da polícia local Augusto Guta.

No entanto, uma fonte policial disse que as vítimas foram mortas por se recusarem a se juntar às fileiras dos jihadistas. "Temos informações de que insurgentes estão a perseguir pessoas que receberam dinheiro para participar dos ataques, mas depois fugiram", disse a fonte à AFP.

Ataques

Foi o primeiro ataque desse tipo na cidade de Pemba e no sul de Cabo Delgado. Até agora, a violência jihadista atingiu principalmente as áreas do norte de Cabo Delgado.

Os ataques armados atribuídos aos jihadistas em Cabo Delgado, há pelo menos dois anos e meio, já mataram mais de 700 pessoas. A violência já resultou em pelo menos 100 mil deslocados no país, segundo as Nações Unidas e agências humanitárias.

O Governo do Presidente Filipe Nyusi prometeu em várias ocasiões erradicar "criminosos" na região e lançou uma reação, com a ajuda de mercenários da Wagner, uma empresa de segurança privada russa. Mas até agora falharam em seus esforços para interromper os ataques.

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