Governo são-tomense diz ter impedido ″ação terrorista″ | São Tomé e Príncipe | DW | 08.08.2018

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

São Tomé e Príncipe

Governo são-tomense diz ter impedido "ação terrorista"

O Governo são-tomense anunciou que impediu uma "ação terrorista" que visava o sequestro do Presidente da República e do presidente da Assembleia Nacional e a eliminação física do primeiro-ministro e chefe do Governo.

Evaristo de Carvalho, Presidente da República de São Tomé e Príncipe

Evaristo de Carvalho, Presidente da República de São Tomé e Príncipe

"Nesta operação foram detidos por enquanto três indivíduos de nacionalidade espanhola e dois cidadãos nacionais", indica o Governo, num comunicado do Conselho de Ministros. 

Segundo o Governo, "além destas detenções, foram apreendidos na posse dos três cidadãos espanhóis que atuavam no país como mercenários, material bélico, facas de mato, granadas, binóculos e óculos de visão noturna, uniformes estrangeiros com distintivos nacionais, entre outros".

No comunicado, o Executivo são-tomense refere que "face à gravidade da situação e dos atos perpetrados até então pelos indivíduos envolvidos, o Governo acionou imediatamente os mecanismos internacionais de entreajuda em casos semelhantes com países amigos e a Interpol que responderam prontamente na assistência à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Judiciária".

No comunicado o Governo "assegura que tem o controlo total do país e garante a segurança individual e coletiva de todos os cidadãos e seus bens, bem como assegura a total liberdade de circulação sobre todo o território do país".

Juízes recusam-se a pegar no caso

Os cinco detidos deverão ser ouvidos hoje pelo juiz de instrução criminal. Na terça-feira (07.08), os detidos foram levados a tribunal, onde ficaram durante cerca de cinco horas sem serem ouvidos pelo juiz.

Fonte judicial disse à Lusa que "alguns juízes de instrução criminal se manifestaram impedidos, recusando-se desta forma a pegar neste caso".

Esta é a segunda tentativa de subversão da ordem constitucional em menos de dois meses em São Tomé e Príncipe. Em 21 junho o governo anunciou que tinha detido o deputado do MLSTP-PSD Gaudêncio Costa, ex-ministro da Agricultura, e Ajax Managem, um sargento da Forças Armadas, por "tentativa de subversão da ordem constitucional".

Os dois suspeitos foram postos em liberdade sob termo de identidade e residência pelo juiz de instrução criminal Francisco Silva, que alegou falta de provas para manter os dois acusados em prisão preventiva.

Leia mais