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Fortes explosões no centro da capital ucraniana

DW (Deutsche Welle) | com agências | Lusa
15 de março de 2022

Kiev foi abalada por várias explosões na madrugada desta terça-feira, com o exército russo a tentar cercar a capital ucraniana. As negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia deverão ser retomadas hoje.

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Foto: Cover-Images/imago images

Pelo menos quatro fortes explosões foram ouvidas em Kiev esta terça-feira (15.03), de acordo com a agência de notícias ucraniana Ukrinform. Os ataques a zonas residenciais na capital ucraniana mataram pelo menos duas pessoas, disseram os serviços de emergência ucranianos.  

O exército russo tenta cercar a capital ucraniana, de onde mais de metade dos três milhões de habitantes fugiram desde o início da ofensiva russa.

Os combates intensificaram-se nos últimos dias em redor de Kiev, que está quase completamente cercada pelas forças russas que invadiram a Ucrânia a 24 de fevereiro.

De acordo com o canal de televisão Ucrânia 24, as sirenes de ataques aéreos foram também ouvidas esta manhã em Odessa, no sul do país, e em Uman, no centro.

Negociações retomadas hoje

As negociações entre a Ucrânia e a Rússia são retomadas hoje, após uma "pausa técnica" na ronda de segunda-feira, a quarta entre as delegações dirigidas pelo ucraniano Mykhaïlo Podoliak e pelo russo Vladimir Medinsky.

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"Estamos a fazer uma pausa técnica nas negociações" para permitir "trabalho adicional dos subgrupos de trabalho e a clarificação" de alguns termos, declarou Podoliak, negociador e conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Zelensky tinha classificado como difíceis as negociações daquela quarta ronda, que decorreu por videoconferência, acrescentando que procurará garantir uma "paz honesta, com garantias de segurança".

Antes do início da reunião, Kiev anunciou que iria exigir novamente um cessar-fogo a Moscovo e a retirada de todas as tropas russas do território ucraniano, invadido pela Rússia a 24 de fevereiro, numa ofensiva que já matou pelo menos 636 civis, incluindo 46 crianças, e obrigou 4,8 milhões de pessoas a fugirem, segundo a ONU.

EUA alertam para apoio da China à Rússia

Segundo os Estados Unidos da América (EUA), a China demonstrou abertura para prestar assistência militar e financeira à Rússia na invasão da Ucrânia, revelou esta segunda-feira a CNN, que cita fontes diplomáticas e autoridades norte-americanas.

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos alertou ontem o mais alto quadro da diplomacia chinesa para um eventual apoio de Pequim à Rússia, na invasão da Ucrânia, após informações sobre potencial apoio militar chinês a Moscovo.

Jake Sullivan e o chefe do gabinete do Partido Comunista da China para os Assuntos Externos, Yang Jiechi, estiveram reunidos em Roma, numa altura em que o governo de Joe Biden manifesta preocupação com a aproximação de Pequim a Moscovo.

A China tem sido um dos poucos países que evita críticas à Rússia. O Presidente Xi Jinping recebeu o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, três semanas antes da invasão russa em 24 de fevereiro. Durante o encontro, os dois líderes emitiram um comunicado a declarar uma amizade sem limites.

O Presidente dos EUA tem trabalhado para isolar e punir a Rússia pela sua agressão à Ucrânia. Joe Biden está a ponderar uma viagem à Europa nas próximas semanas, iniciativa que seria uma demonstração de apoio à Ucrânia e aos aliados, avançam hoje vários meios de comunicação social.