″Flores nas cinzas″ - a luta contra a pobreza na Ilha do Fogo, em Cabo Verde | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 18.12.2009

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Internacional

"Flores nas cinzas" - a luta contra a pobreza na Ilha do Fogo, em Cabo Verde

A ilha vulcânica do Fogo é uma das mais pobres de Cabo Verde. Mas o vilarejo de Chã das Caldeiras, ao pé do Pico do Fogo, é um exemplo no caminho para a auto-suficiência - e do combate à pobreza.

O Pico do Fogo é um vulcão ainda ativo

O Pico do Fogo é um vulcão ainda ativo

A ilha do Fogo, no Sudoeste do arquipélago de Cabo Verde, não nega a formação vulcânica. Sua principal atração é o ponto mais alto da ilha, e talvez da África Ocidental: o Pico do Fogo, com 2.829 metros de altura.

O Pico do Fogo é um vulcão ainda ativo que, nos últimos anos, vem atraindo atenções de turistas internacionais, mas também de estudantes de geografia e geologia, já que se trata de um verdadeiro laboratório a céu aberto.

Em Cabo Verde, a falta de água é um problema constante para a agricultura do arquipélago de clima árido - e uma das principais causas para a pobreza.

Em Cabo Verde, a falta de água é um problema constante para a agricultura do arquipélago de clima árido - e uma das principais causas para a pobreza.

Já a estreita relação dos "foguenses" com o vulcão fica evidente em Chã das Caldeiras, um vilarejo de 1.200 habitantes ao pé do Pico do Fogo. Duas erupções recentes - em 1951 e 1995 - não conseguiram afastar a população do local. Em 1995, os então 750 habitantes foram deslocados para residências construídas pela cooperação alemã - mas, como tinham que viajar entre a nova casa e os terrenos férteis que deixaram no Pico do Fogo, grande parte da população voltou para o pé do vulcão.

Ali, a sobrevivência é difícil - o transporte é caro, os grandes armazéns ficam na cidade de São Filipe, na costa Oeste do Fogo, e o translado vulcão abaixo demora pelo menos uma hora - sem contar a volta.

O Instituto Nacional de Estatística informa que 39% da população do Fogo são pobres, 12 pontos percentuais acima da média nacional, de 27%. Uma realidade que se verifica também em Chã das Caldeiras - mas de forma mais amena. A população é praticamente auto-suficiente - cada família tem um pequeno pedaço de chão, onde cria as cabras que fazem o famoso queijo do Fogo e onde são plantadas as uvas. Numa cooperativa, produz-se o Chã, o Vinho do Fogo nacionalmente conhecido.

"Ninguém aqui vai dormir sem comer", diz Alcindo, guia turístico no Parque Natural da Ilha do Fogo (iniciativa igualmente apoiada pela Cooperação Técnica Alemã, GTZ).

Acompanhe a subida de Verónica Oliveira, da Rádio Praia FM de Cabo Verde, e de Renate Krieger ao Pico do Fogo, em mais uma co-produção da Deutsche Welle.

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