Dez oficiais da RENAMO integraram a polícia moçambicana | Moçambique | DW | 02.08.2019

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Moçambique

Dez oficiais da RENAMO integraram a polícia moçambicana

Comandante geral da PRM frisou que os dez oficiais "não são estrangeiros, mas sim moçambicanos", e, portanto, "têm o direito de contribuir para a ordem e segurança do país".

Foto de arquivo / 12.11.2013

Foto de arquivo / 12.11.2013

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apresentou esta sexta-feira (02.08) os dez oficiais da Renamo que vão integrar a corporação, no âmbito do acordo de cessação das hostilidadesassinado na véspera entre o Governo e o principal partido da oposição.

"Estes são os membros provenientes da RENAMO que passam a integrar a Polícia da República de Moçambique", disse o comandante geral da polícia, Bernardino Rafael, falando durante a apresentação dos novos membros à corporação nas instalações da Unidade de Intervenção Rápida da PRM em Maputo.

Trata-se de um grupo de dez membros, que deverão ser formados intensivamente sobre os estatutos da PRM num período de 45 dias para integrarem as fileiras da corporação, no âmbito do cumprimento do acordo assinado na quinta-feira pelo chefe de Estado, Filipe Nyusi, e o presidente da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Ossufo Momade.

Assistir ao vídeo 00:23

O momento do abraço entre Filipe Nyusi e Ossufo Momade

"Estes irmãos não são estrangeiros, mas sim moçambicanos. Por isso, têm o direito de contribuir para a ordem e segurança no nosso país", acrescentou Bernardino Rafael.

Além do acordo para a cessação das hostilidades militares em Moçambique assinado na quinta-feira, as partes vão assinar este mês um acordo geral de paz final, que será depois submetido como proposta de lei ao parlamento.

O Governo moçambicano e a RENAMO já assinaram em 1992 um Acordo Geral de Paz, que pôs termo a 16 anos de guerra civil, mas que foi violado entre 2013 e 2014 por confrontos armados entre as duas partes, devido a diferendos relacionados com as eleições gerais.

Em 2014, as duas partes assinaram um outro acordo de cessação das hostilidades militares, que também voltou a ser violado até à declaração de tréguas por tempo indeterminado em 2016, mas sem um acordo formal.

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