UE defende reforma profunda do sistema financeiro internacional | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 07.11.2008
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Economia

UE defende reforma profunda do sistema financeiro internacional

Europeus propõem que FMI assuma o papel de vigilante do sistema financeiro global, defendem a adoção de regras de conduta para empresários do setor e querem um controle mais rígido de mercados e instituições.

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Nicolas Sarkozy: 'Queremos mudar as regras do jogo no mundo financeiro'

A União Européia (UE) defenderá uma profunda reforma do sistema financeiro global durante o encontro econômico de cúpula da próxima semana, em Washington, nos Estados Unidos. Os líderes europeus esperam que em até cem dias resultados concretos sejam alcançados.

Além disso, os chefes de Estado e de governo dos 27 países da União Européia reunidos nesta sexta-feira (07/11) em Bruxelas definiram uma posição comum para o encontro de Washington, segundo afirmou o presidente da França, Nicolas Sarkozy.

"Tivemos uma discussão muito ampla. Posso dizer que há uma posição européia bastante precisa", afirmou Sarkozy. "Teremos uma posição conjunta para a refundação do sistema financeiro global."

Impedir nova crise

Entre os pontos que a União Européia defenderá em Washington estão um controle mais rígido de mercados e instituições financeiras (incluindo os fundos de hedge e as agências de classificação de risco), gestões mais responsáveis e transparentes, o papel do Fundo Monetário Internacional (FMI) como controlador da nova arquitetura do sistema financeiro internacional e regras rígidas de conduta para empresários do setor.

Dessa maneira, os europeus pretendem impedir que uma crise financeira como a atual volte a acontecer. "Queremos mudar as regras do jogo no mundo financeiro", disse Sarkozy.

Mas ele salientou que não deverá haver uma regulamentação excessiva dos mercados financeiros. É um ponto sensível para a Alemanha, que esta semana recusou uma resposta internacional coordenada aos problemas macroeconômicos por recear a criação de uma espécie de governo econômico europeu que pudesse pôr em risco a independência do Banco Central Europeu.

Para o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, a regulamentação e a supervisão deverão funcionar dentro dos limites do bom-senso. "Não podemos passar de uma situação em que, em alguns casos, não havia qualquer regulação, para uma obsessão regulamentadora que seria negativa também para o funcionamento dos mercados", disse.

G20 reúne maiores economias

Os europeus têm defendido uma reforma real dos acordos de Bretton Woods, que regulamentam desde 1944 o sistema financeiro internacional. A UE quer aproveitar a crise financeira para impor os seus pontos de vista aos Estados Unidos, o principal responsável pela atual situação financeira e econômica mundial.

Os líderes das maiores economias mundiais, reunidos no G20, iniciam no próximo dia 15, em Washington, uma série de encontros de cúpula para definir modificações no atual sistema financeiro internacional. Neste sábado, em São Paulo, ocorre um encontro preparatório à cúpula de Washington. Estarão no Brasil os ministros das Finanças do G20.

Criado em 1999, o G20 representa 85% da economia mundial e cerca de dois terços da população. Fazem parte do grupo os sete países mais industrializados do mundo (Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá), as economias emergentes (Argentina, Austrália, Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul, Turquia) e a União Européia.

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  • Data 07.11.2008
  • Autoria Agências (as)
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