UNITA compara mortes em Angola com a de George Floyd | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 08.06.2020
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Internacional

UNITA compara mortes em Angola com a de George Floyd

O maior partido da oposição angolana manifestou-se sobre o uso excessivo da força da polícia angolana durante a pandemia da Covid-19. Na Huíla, uma mulher foi morta a tiro durante uma dispersão de comerciantes.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição angolana, comparou esta segunda-feira (08.06) as mortes provocadas em Angola pelo uso excessivo de força da polícia, ao assassínio do afro-americano George Floyd, asfixiado por um agente policial dos Estados Unidos da América. 

Em comunicado, o partido exprimiu a repulsa ante comportamentos similares, que têm ocorrido em Angola, nesta fase da pandemia da Covid-19, em que "as forças da lei e ordem têm usado excesso de força, causando igualmente vítimas mortais".

Esta segunda-feira, a polícia angolana anunciou a morte de uma mulher, na província da Huíla, por disparos de um agente policial, quando tentavam dispersar um grupo de comerciantes num mercado irregular. Casos semelhantes a foram registados nas províncias de Luanda, Benguela e Lunda Norte.

Coronavirus Angola Luanda Polizei (AFP/O. Silva)

Pedestre observa polícia em Luanda, durante controle por causa da pandemia de covid-19. Foto de Arquivo.

Condenação pelos africanos

A UNITA considerou que a "horrenda morte de George Floyd deve merecer uma unânime condenação de todos os africanos", salientando que o "relativo atraso tecnológico não pode calar e tornar os angolanos subservientes aos aliados em qualquer parte do mundo, ante os episódios como o que vitimou George Floyd, justamente no dia 25 de maio, o Dia de África", lê-se na nota.

O partido disse esperar que as autoridades americanas, em particular, e as Nações Unidas "tomem uma posição que salvaguarde a integridade física, as liberdades e garantias de todos os cidadãos, sem olhar para o tom de pele, origem, credo ou religião" e "que sejam desencorajados atos de género e sejam, exemplarmente, responsabilizados civil e criminalmente, os seus autores".

Violência policial nos EUA

USA | New York | Black Lives Matter Protest (imago images/Bildbyran/J. Marklund)

Protestos contra o racismo ocorreram em várias cidades do mundo nas últimas semanas

O ex-polícia envolvido na morte de George Floyd é acusado de ter morto o afro-americano, asfixiando-o com o joelho. Derek Chauvin compareceu esta segunda-feira pela primeira vez diante de um tribunal em Minneapolis, cidade agitada pelos protestos, que também espalharam-se pelos Estados Unidos e pelo mundo.

Derek Chauvin é acusado de assassinato em segundo grau (intencional, mas não premeditado) e pode pegar uma pena de até 40 anos de prisão - depois de inicialmente apenas ter sido acusado de assassinato em terceiro grau (involuntário). Três de seus ex-colegas envolvidos no caso da morte de George Floyd, em 25 de maio, em Minneapolis, foram acusados ​​de cumplicidade pelo assassinato.

Protestos contra o racismo ocorreram em várias cidades do mundo nas últimas semanas, levando dezenas de milhares de pessoas às ruas contra o racismo e a violência policial.

O corpo de George Floyd chegou a uma igreja de Houston, a sua cidade-natal, onde vai ser realizado esta terça-feira o funeral. 

Assistir ao vídeo 01:25

Bundesliga: Jogadores prestam homenagem a George Floyd