George Floyd: Acusado de assassinato aguardado em tribunal | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 08.06.2020
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Internacional

George Floyd: Acusado de assassinato aguardado em tribunal

Nos Estados Unidos, o ex-agente acusado de ter matado George Floyd, em Minneapolis, deve comparecer em tribunal esta segunda-feira (08.06) - dia em que será realizado funeral público de George Floyd, em Huston no Textas.

USA Minneapolis Gedenkstätte für George Floyd (picture-alliance/abaca/Minneapolis Star Tribune/TNS/E. Flores)

Memorial para George Floyd em Minneapolis

O ex-polícia acusado de ter morto o afro-americano George Floyd, asfixiando-o com o joelho, em Minneapolis, nos Estados Unidos, Derek Chauvin, é acusado de assassinato em segundo grau (intencional, mas não premeditado) e pode pegar uma pena de até 40 anos de prisão - depois de inicialmente apenas ter sido acusado de assassinato em terceiro grau (involuntário).

Dois dos outros polícias que estavam no local onde George Floyd foi morto já foram a tribunal, na semana passada, tendo-lhes sido aplicada uma caução de pelo menos 750 mil dólares (cerca de 700 mil euros).

Os quatro polícias envolvidos no crime foram despedidos. 

Homenagens e enterro

A presença de Derek Chauvin em tribunal coincide temporalmente com a chegada do corpo de George Floyd a Houston, no Texas, a sua cidade de origem, onde será realizado um funeral público esta segunda-feira (08.06), depois de uma série de outras cerimónias, que se realizam desde quinta-feira (04.06) em diferentes cidades.

Floyd será enterrado em Houston, na terça-feira, numa cerimónia reservada aos familiares.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

Deutschland | Berlin | Black Lives Matter Protest (Getty Images/M. Hitij)

Protesto contra o racismo em Berlim, no sábado (06.06)

Manifestações por todo o mundo

Entretanto, o assassinato de George Floyd continua a gerar indignação ao redor do mundo, com centenas de protestos contra o racismo e a violência da polícia. No fim de semana, milhares de pessoas foram às ruas de cidades dos Estados Unidos, assim como em vários países europeus.

No Reino Unido, várias cidades foram palco de manifestações. Em Bristol, a estátua de uma antigo comerciante de escravos do século 17 foi deitada abaixo pelos manifestantes. Em Londres, o protesto se concentrou em frente à embaixada dos Estados Unidos pelo segundo dia consecutivo.

Os manifestantes na capital britânica enfatizaram que estavam a protestar contra o racismo sistémico não apenas nos Estados Unidos, mas também em todo o mundo.

"Estou cansada de explicar aos meus filhos que, por serem negros, têm de agir de uma certa maneira. Eles precisam se esforçar dez vezes mais para chegar a algum lugar na vida. Para mim já basta, não quero isso para os filhos deles, quero mudanças e acho que isso é apenas o começo. Não vou parar e não sou o única, temos de fazer uma mudança," declarou uma manifestante.

Ouvir o áudio 02:59

George Floyd: Acusado de assassinato deve comparecer em tribunal

Na Alemanha, dezenas de cidades também registaram manifestações. Em alguns locais, o protesto pacífico terminou em confronto com agentes da polícia. Na capital, Berlim, pelo menos 29 agentes ficaram levemente feridos e mais de 90 pessoas foram detidas após confrontos durante as manifestações no último sábado (06.06).

Na cidade de Hamburgo, os protestos contra o racismo também ficaram marcados por confrontos entre várias centenas de manifestantes e a polícia, resultando em várias detenções e pelo menos um oficial ferido.

Em França, na cidade portuária de Marselha, a polícia disparou gás lacrimogéneo e gás pimenta durante os confrontos com manifestantes, que atiraram garrafas e pedras durante a manifestação pacífica.

Desenvolvimentos nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump ordenou este domingo (07.06) a retirada dos quase quatro mil elementos da Guarda Nacional mobilizados para controlar as manifestações que agitaram Washington nas últimas duas semanas. No Twitter, Trump disse que agora "tudo está sob controlo”, mas que a Guarda Nacional pode regrassar se for necessário.

Enquanto isso, em Minneapolis, cidade onde George Floyd foi assassinado, a maioria dos membros do conselho da cidade pediu a dissolução do departamento de polícia local este domingo.

Assistir ao vídeo 01:25

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