RENAMO acusa FRELIMO de reativar ″esquadrões da morte″ | Moçambique | DW | 12.11.2019
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Moçambique

RENAMO acusa FRELIMO de reativar "esquadrões da morte"

A RENAMO acusa o partido no poder de ter "reativado os esquadrões da morte" para mover ações de violência, perseguir a oposição e criar um conflito pós-eleitoral em Moçambique.

Porta-voz da RENAMO, José Manteigas

Porta-voz da RENAMO, José Manteigas

"Violando o espírito e a letra do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado no dia 06 de agosto do presente ano, a FRELIMO reativou os esquadrões da morte", declarou esta terça-feira (12.11) o porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), José Manteigas.

O dirigente, que falava em conferência de imprensa, em Maputo, acusou as forças de defesa e segurança de detenções ilegais de membros da RENAMO e tentativas de sequestro de tantos outros.

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RENAMO: "Ficou claro que esquadrões da morte fazem parte dos órgãos de justiça"

Os casos, de acordo com Manteigas, registaram-se nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Tete, centro do país, entre os dias 16 de outubro e 11 de novembro.

"O cenário que aqui apresentamos é simplesmente uma pequena amostra do que está a acontecer depois do dia 15 de outubro", afirmou o porta-voz da RENAMO, referindo-se às eleições gerais e provinciais que deram a vitória à Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).

Filipe Nyusi "sabe"

José Manteigas afirmou que, como Presidente da República e Comandante em Chefe das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, Filipe Nyusi "sabe o que está a acontecer no terreno". 

Manteigas assinalou que, nos últimos anos, vários membros da RENAMO foram assassinados por alegados esquadrões da morte.

Por outro lado, o porta-voz da RENAMO acusou o Governo da FRELIMO de não estar a agir no sentido de travar o "extermínio da população" da província de Cabo Delgado, norte do país, numa alusão aos ataques armados por grupos desconhecidos.

José Manteigas respondeu apenas a questões relacionadas com a denúncia que fez esta terça-feira, recusando tratar de outros assuntos.

Apesar das tentativas, a Lusa ainda não conseguiu ouvir a FRELIMO e a polícia moçambicana sobre as acusações feitas esta terça-feira pela RENAMO.

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