Queda do turismo em Moçambique nada tem a ver com confrontos, garante INATUR | Moçambique | DW | 06.03.2014

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Queda do turismo em Moçambique nada tem a ver com confrontos, garante INATUR

O turismo em Moçambique caiu em 2013, mas espera-se estabilidade nas receitas e que em 2014 mais estrangeiros visitem o país. Na maior feira de turismo do mundo, Moçambique quer esquecer o confronto com a RENAMO.

Hiuane Abacar, diretor do Instituto Nacional do Turismo em Moçambique, na ITB em Berlim

Hiuane Abacar, diretor do Instituto Nacional do Turismo em Moçambique, na ITB em Berlim

No pavilhão África da ITB, a Feira Internacional de Turismo de Berlim, o stand de Moçambique destaca as belezas do país. Apesar dos diversos atrativos, segundo os dados do Instituto Nacional do Turismo de Moçambique (INATUR), o número de visitantes estrangeiros caiu em cerca de 10%, de 2012 para 2013.

Para o diretor-geral do instituto, Hiuane Abacar, a queda no volume de visitantes não estaria relacionada nem aos confrontos armados entre a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), maior partido da oposição, e o Governo da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), no centro do país, nem aos casos de sequestros de estrangeiros. "Não ligo isto a turistas, porque nunca vi notícias nenhumas que me levem a isso. É algo sensível, mas que não tem impacto direto nos turistas", afirma.

Coincidência ou não, o turismo caiu no Parque Nacional da Gorongosa, localizado no distrito da Gorongosa, centro dos confrontos. Tido como a estrela do turismo moçambicano, o parque viu o número de visitantes cair muito: de cerca de 7 mil visitantes em 2012 para apenas 1.200 no ano passado.

Hiuane Abacar

Marcus Trerup: o alemão representa a agência de turismo Travel 2 Mozambique

INATUR está otimista

O alemão Marcus Trerup representa uma agência de viagens receptiva no país e lamentou a situação na região centro do país: "É muito triste porque Gorongosa é a joia do país e um destino maravilhoso. É muito bonito e especial", conta.

A maior queda de visitantes registrou-se entre os turistas africanos. Entre os europeus, foram cerca de seis mil turistas ingleses a menos em 2013. Em contrapartida, os alemães quase dobraram a presença no país, subindo para quase 21 mil visitantes no ano passado.

O diretor-geral do Instituto Nacional do Turismo explica que, além da imprensa, um outro fator contribuiu para atraí-los: "Pelo menos 10% ou 20% foram dizendo aos amigos e familiares que vale a pena visitar Moçambique, dai que vimos lá muitos alemães."

Hiuane Abacar quer destacar os atrativos de seu país e apresenta uma longa lista dos destinos moçambicanos que considera os mais fascinantes: "A Ilha de Bazaruto, Benguerra, São Sebastião. Temos lá mergulho, cultura... Não falei da Ilha de Moçambique que é um destino muito procurado, também vão a Inhambane, seja Vilankulo ou Tofo, também vão a Maputo, porque as pessoas gostam do estilo da cidade de Maputo, tanto de dia como de noite."

Abacar diz-se otimista e espera que a receita proveniente do turismo se mantenha estável, apesar do descréscimo de visitantes estrangeiros. "Podemos ter menos pessoas, desde que tenhamos mais receitas e isso passa por muitos mais gastos feitos em Moçambique, é o enriquecimento do produto que faz com que as pessoas gastem muito mais, fiquem mais tempo no país, é mais passeio, são mais souvenirs e alimentos", observou.

20 Jahre Frieden Mosambik

Cabana no Parque Nacional da Gorongosa, província de Sofala, Moçambique

Turismo diferenciado

Muitos também estão animados em vender os destinos moçambicanos. Barbara Kuhn, gerente-geral da operadora de turismo Mozambique Voyages da África do Sul, diz que as vendas antecipadas para 2014 cresceram em pelo menos 15%.

E para provar que os problemas não superam as vantagens de uma passeio em Moçambique, ela conta que esteve lá em setembro do ano passado, com o marido e os dois filhos pequenos.

Barbara Kuhn enumera as vantagens: "Observando as pequenas instâncias onde ficamos hospedados, é um serviço mais personalizado, uma experiência mais autêntica. Não irão ficar rodeados de outros 500 turistas. É menor, mais privado e exclusivo."

Queda do turismo em Moçambique nada tem a ver com confrontos garante INATUR

Leia mais