Protestos no Reino de eSwatini deixam vários mortos e feridos, dizem ativistas | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 30.06.2021

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Internacional

Protestos no Reino de eSwatini deixam vários mortos e feridos, dizem ativistas

Segundo o porta-voz da Rede de Solidariedade da Suazilândia, oito manifestantes perderam a vida na sequência de novos confrontos entre a polícia e jovens pró-democracia.

Swasiland - Königreich Eswatini | Wahl | Protest

(Foto de arquivo, novembro de 2018)

Várias pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em novos confrontos entre a polícia e manifestantes no Reino de eSwatini, fizeram saber, esta quarta-feira (30.06), ativistas pró-democracia. 

"Oito manifestantes foram mortos a tiro em Manzini, a cerca de 40 quilómetros da capital, Mbabane, disse o porta-voz da Rede de Solidariedade da Suazilânia, Lukcy Lukhele, citado pela agência France-Presse, acrescentando que 28 manifestantes foram atingidos por tiros. 

O secretário-geral da Frente Democrática Unida da Suazilândia, Wandile Dludlu, que acusou o rei do eSwatini, Mswati III, de, na segunda-feira (28.09), ter "libertado soldados e polícias armados sobre civis desarmados", disse que 18 pessoas foram baleadas. 

Nenhum destes números foi confirmado pela polícia. 

Os protestos são raros no eSwatini, pequeno Estado na fronteira entre Moçambique e África do Sul que até há poucos anos tinha o nome de Suazilândia. Os partidos políticos estão proibidos, mas nas últimas semanas irromperam protestos violentos em partes do território contra aquela que é a última monarquia absoluta de África. 

O Governo do eSwatini anunciou, na terça-feira (29.06), a imposição de um recolher obrigatório e o encerramento das escolas, invocando o combate à pandemia de Covid-19. 

Segundo Dludlu, as duas principais cidades do país -- Manzini e Mbabane --, estão sob controlo militar, estando o acesso à internet também limitado. 

Rei Mswati III "está no país"

O primeiro-ministro interino, Temba Masuku, que substituiu Ambrose Dlamini após a sua morte por covid-19 em dezembro, pediu "calma, contenção e paz", tendo prometido que o executivo irá, ao longo do dia, atualizar a nação "sobre as intervenções face à situação atual". 

Masuku negou também os rumores de que o rei Mswati III tenha fugido, apontando que o chefe de Estado está "no país e continua a governar". 

Na semana passada, o Governo proibiu manifestações e o comissário da polícia nacional, William Dlamini, alertou que os seus homens iram adotar uma política de "tolerância zero". 

No poder desde 1986, Mswati III, que tem 14 mulheres e mais de 25 filhos, é alvo de críticas pelo seu punho de ferro e pelo seu estilo de vida luxuoso num país em que dois terços dos 1,3 milhões de habitantes vivem abaixo do limiar da pobreza.

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