Moçambique: Missa no Zimpeto marca fim da visita do Papa | NOTÍCIAS | DW | 06.09.2019
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Moçambique: Missa no Zimpeto marca fim da visita do Papa

Estádio do Zimpeto lotado à espera do Papa Francisco. Líder da igreja católica celebra culto religioso aberto ao público que vai marcar o final da visita de três dias ao país.

O Papa Francisco visitou esta manhã o Hospital de Zimpeto, antes de celebrar uma missa no Estádio de Zimpeto e a cerimónia de despedida no aeroporto de Maputo, de onde partirá o avião papal para Antananarivo, Madagáscar.

"Eu penso que a missa será o ponto mais alto desta visita, porque, para além dos cristãos católicos que estarão lá, também muitas outras pessoas de outras congregações religiosas e até não crentes vão para lá porque todos acreditam que o Papa traz uma mensagem de paz e de união. E mais eu penso que será o momento em que ele vai deixar as suas últimas palavras", considera a jornalista Jacinta Nhamitambo.

Encontros com a sociedade civil e com jovens foram dois dos momentos marcantes da visita que o Papa Francisco efetua a Moçambique desde quarta-feira.

Jacinta Nhamitambo faz uma avaliação positiva desta visita que tem como lema Paz, Esperança e Reconciliação: "O Papa foi muito claro nas suas palavras ao afirmar que não basta termos a paz e a reconciliação, mas é preciso cada um de nós assumir esta reconciliação e isso ele disse que passa pela fé que cada um tem do compromisso de viver num país tranquilo".

"Juntos, com opiniões diferentes"

O Papa Francisco prometeu orar para que a paz e reconciliação prevaleça para sempre em Moçambique  e convidou a Igreja Católica no país a ser uma "porta de solução", encorajando o diálogo.

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Moçambique: Missa no Zimpeto marca fim da visita do Papa

"Um dos desafios que ele lançou para os moçambicanos, por meio dos jovens, foi o de não resignar, significa que nós devemos acreditar em nós próprios", diz Jacina Nhamitambo.

Durante um encontro do Chefe da Igreja Católica com a sociedade civil , o Presidente Filipe Nyusi apresentou os líderes dos partidos da oposição com assento no parlamento, nomeadamente Ossufo Momade, da Renamo, e Daviz Simango, do MDM, um gesto que "foi uma manifestação clara de que podemos caminhar juntos mesmo com opiniões diferentes", considera a jornalista.

Milhares de pessoas têm saído à rua para saudar o Papa desde o início da sua visita na última quarta feira.

Esta é a primeira visita de um Papa a Moçambique desde a deslocação de João Paulo II em 1988. A visita acontece numa altura em que os moçambicanos estão num processo de paz e reconciliação. E, para Jacinta Nhambitambo, o impacto será positivo: " Por um lado, será encarnar em todos, particularmente, os nossos governantes, para assumirem que apenas o diálogo será o caminho para resolver todas as diferenças que nós temos. Os moçambicanos devem viver juntos neste território, apesar das diferenças que têm e também a riqueza que nós temos deve ser distribuída por todos, devemos reduzir as assimetrias".

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