Inundações em Tete deixam rasto de destruição, mortes e desabamentos | Moçambique | DW | 26.01.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Moçambique

Inundações em Tete deixam rasto de destruição, mortes e desabamentos

Está interrompida a circulação rodoviária entre Moatize e Tete, centro de Moçambique, devido às inundações que deitaram abaixo parte da ponte sobre o rio Rovubwe. Morreram pelo menos dez pessoas e há muitos desalojados.

Casas, pontes e estradas ficaram destruídas em Nampula após passagem da tempestade Ana

Casas, pontes e estradas ficaram destruídas em Nampula após passagem da tempestade Ana

No total, as inundações provocadas pela tempestade tropical Ana já fizeram pelo menos 10 mortos em Moçambique. Em Tete, as cheias provocaram a morte de pelo menos sete pessoas, desalojaram mais de 300 famílias e inundaram vários bairros da cidade no centro do país.

Entretanto, foi hoje encontrado sem vida, na zona baixa de Benga, o administrador do distrito de Tete, José Maria Mandere, vítima da fúria da tempestade. Mandere integrava a comitiva do governador de Tete, Domingos Viola, que estava no terreno a avaliar o impacto do mau tempo na província.

Em entrevista à DW África na segunda-feira, o governador de Tete disse que mais de duas mil pessoas poderão ser afetadas pelas inundações só na cidade de Tete. "A situação é péssima. Nunca tivemos uma situação idêntica na nossa cidade. Dois ou três bairros estão inundados devido à fúria das águas do rio Rovubue", lamenta.

Uma comissão multisetorial foi criada para apoiar no resgate das pessoas. Júlio Calengo, membro desta equipa, descreve o cenário vivido na cidade de Tete: "Muitas casas estão por baixo das águas e as famílias estão na estrada sentadas. É muito triste e preocupante aquela situação. Acredito que até amanhã será possível saber o grau dos danos causados pelas cheias."

Retirar as famílias das zonas de risco

Até ao final do dia desta terça-feira (25.01), pelo menos 200 famílias já tinha sido retiradas das zonas de risco nos bairro Chingodzi, para a Escola Industrial de Matundo, segundo confirmoU à DW África Júlio Calengo.

"Temos crianças, idosos. E a nossa preocupação é ter cobertores, vestuários para as crianças e alimentação garantida para estas pessoas", diz.

Moçambique: Residentes de Pemba enfrentam drama das chuvas

Domingos Viola garante que há mantimentos apenas para as próximas horas e lamenta que parte das famílias afetadas pelas inundações no Bairro Chingodzi já tinham sido reassentadas depois das cheias de 2019.

"Significa que temos de ser mais persistentes e colocar estas pessoas em locais mais seguros, para que as mesmas não voltem a sofrer pelos mesmos fenómenos nos próximos tempos", explica.

A Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos alerta que a cidade de Tete ainda está numa situação de risco, segundo explica Agostinho Vilanculos numa entrevista à STV, parceira da DW.

"Neste momento estamos com um nível muito alto na Bacia do Rovubwe e já ultrapassou o alerta em quase quatro metros e continuamos a receber a precipitação acima de 100 milímetros em 24 horas e isso é preocupante", afirmou.

Ponte nova parcialmente destruída

A fúrias das águas derrubou uma parte da recém-inaugurada ponte sobre o rio Rovubwe, ligando as cidades de Tete e Moatize.

A infraestrutura teria ficado danificada nas cheias provocadas pelo ciclone Idai em 2019. E a reabilitação custou ao Estado moçambicano cerca de 4 milhões de dólares.

Neste momento, está cortada ligação rodoviária entre as cidades de Tete e Moatize, distritos de Mutarara e Doa até o Malawi, via estrada N7. A passagem pela ponte Kassuende sobre o rio Zambeze também está interdita por causa das águas que galgaram a estrada.

Na tarde desta terça-feira (25.01), sete pessoas que faziam parte da comitiva do governador de Tete, Domingos Viola, e do edil da cidade, César de Carvalho ,que fazia a monitora da situação das cheias, foram arrastadas quando tentavam passar pela submersa próximo da ponte Kassuende.

Leia mais