Inflação sobe em Moçambique e Angola | Angola | DW | 13.02.2022

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Angola

Inflação sobe em Moçambique e Angola

Consultora Oxford Economics Africa revê previsão de inflação para Moçambique para 7,3% este ano, depois de preços terem subido 7,8% em janeiro - o valor mais alto desde 2017. Em Angola, a inflação também voltou a subir.

Angola Frau mit Einkaufstüten in Luanda

Também em Angola, este foi o 11.º mês de subidas consecutivas do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN). Nesta imagem, uma consumidora angolana (foto de arquivo).

Em Moçambique "a taxa anual de inflação subiu mais em janeiro, alcançando o nível mais elevado desde outubro de 2017, principalmente devido ao recente ajustamento no preço dos combustíveis e à continuada inflação dos bens alimentares", lê-se no comentário sobre a subida dos preços de janeiro.

Neste comentário, a Oxford Economics Africa escreve que "a inflação no índice de preços dos consumidores aumentou 1,1 pontos, para 7,8% em janeiro, quando em dezembro teve um aumento homólogo de 6,7%".

A inflação registou um aumento de 5,7% em 2021, uma forte subida face aos 3,1% registados em 2020, "num contexto de pressões inflacionárias provenientes das subidas dos preços do petróleo e perturbações na cadeia de distribuição, que se intensificaram desde o primeiro semestre do ano passado".

Mosambik - Metical

Metical, a moeda moçambicana.

Oxford Economics Africa

A Oxford Economics Africa prevê, assim, "que a inflação e o preços dos transportes potenciem a taxa média para 7,3% em 2022, face À média de 5,7% em 2021", o que faz com que os analistas projetem que o banco central aumente a taxa diretora em 75 pontos este ano, 50 dos quais já no segundo trimestre.

A inflação homóloga subiu para 7,8% durante o mês de janeiro em Moçambique, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados na quarta-feira.

As categorias de alimentação e bebidas não alcoólicas e de transportes foram as que mais contribuíram para a subida de preços em janeiro face ao mesmo período de 2021, de acordo com o último boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Segundo os mais recentes relatórios do Banco de Moçambique, os principais riscos que podem influenciar uma subida de preços em Moçambique estão relacionados com os impactos da Covid-19, aumento dos preços dos bens alimentares e combustíveis líquidos, a par de constrangimentos na cadeia de fornecimento de bens no mercado internacional.

Os valores do IPC são calculados pelo INE a partir das variações de preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

Angola Luanda Kwanza

Cidadão angolano com cédulas de Kwanzas (foto de arquivo).

Angola, inflação volta a subir

Em Angola, o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) situou-se nos 27,66% em janeiro de 2022, registando um acréscimo de 3,25 pontos percentuais face ao período homólogo, segundo o Instituto Nacional de Estatística do país.

Este foi o 11.º mês de subidas consecutivas do IPCN, segundo a Folha de Informação Rápida.

O IPCN registou uma variação de 2% de dezembro de 2021 a janeiro de 2022. Comparando as variações mensais (dezembro 2021 a janeiro de 2022) regista-se uma desaceleração de 0,10 pontos percentuais ao passo que, em termos homólogos (janeiro 2021 a janeiro 2022), regista-se uma aceleração na variação atual de 3,25 pontos percentuais.

Comparando a variação homóloga atual com a registada no mês anterior verificou-se uma aceleração de 0,63 pontos percentuais.

Assim como em Moçambique, a classe "alimentação e bebidas não alcoólicas" foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços em Angola, e nesse último país seguiu-se a categoria de "bens e serviços diversos", "mobiliário, equipamento doméstico e manutenção" e "transportes".

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