Guiné-Bissau inicia prospeção de petróleo em 2021 | Guiné-Bissau | DW | 22.10.2020

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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau inicia prospeção de petróleo em 2021

2021 será o ano para desfazer todas as dúvidas sobre se a Guiné-Bissau poderá vender petróleo no mercado internacional. É o que afirma o diretor-geral da petrolífera estatal guineense Petroguin em entrevista à DW.

Ainda sem data ou mês marcado para o arranque dos trabalhos de perfuração dos blocos, a Guiné-Bissau aponta 2021 como o ano para tirar todas as dúvidas sobre se existe ou não petróleo suficiente que possa ser vendido no mercado internacional

"Ainda é muito cedo para afirmar que temos petróleo em solo guineense. Mas em 2021 vamos tirar todas essas dúvidas", afirma em entrevista exclusiva à DW Danilson Ié, diretor-geral da petrolífera guineense Petroguin. 

"Repare que é a mesma bacia petrolífera que passou pelo Senegal, Mauritânia, Guiné-Conacri e Gâmbia. Todos esses países já descobriram petróleo, só falta mesmo a Guiné-Bissau fazer a pesquisa."

Neste momento, ainda há três blocos livres no "offshore", mas a corrida às licenças de prospeção continua, segundo a petrolífera.

Faltava legislação

Os trabalhos atrasaram por falta da aprovação de pacotes legislativos por parte do Governo e da sua promulgação pelo Presidente da República, refere Danilson Ié. Agora, "todos esses procedimentos já foram feitos e estamos à espera dos parceiros para iniciarmos a perfuração no próximo ano. Não fosse a Covid-19 já estava feito o furo", afirma.

Na semana passada, o Presidente Umaro Sissoco Embaló promulgou vários diplomas legais que permitem que se avance para a fase de perfuração nas zonas "offshore" em que se acredita existir petróleo. O Governo extinguiu duas licenças de prospeção, mas concedeu outra licença e estendeu a validade de três.

Ouvir o áudio 03:44

Guiné-Bissau inicia prospeção do petróleo em 2021

 

Acordos já assinados

A Petroguin já autorizou várias empresas estrangeiras, de vários países, a iniciar a prospeção de hidrocarbonetos em 11 dos 14 blocos no "offshore". Os acordos foram assinados no final de setembro em Bissau. 

"Cada um desses parceiros faz o seu trabalho técnico, sem custos para o Estado da Guiné-Bissau. Depois desse trabalho vamos para a fase de construção de furos. Enquanto não tivermos a descoberta comercial, todo esse trabalho não terá custos para o país."

Só "depois da perfuração é que se saberá se o petróleo que temos tem o valor comercial ou não. Por causa da pandemia não iremos começar logo no início de 2021. Vamos reunir a direção para acertar a data", avança Danilson Ié à DW.

O diretor-geral da petrolífera guineense Petroguin acrescenta que, pelas informações de que dispõe dos técnicos, tudo indica que o país tem petróleo suficiente para poder vender no mercado internacional, embora estudos desenvolvidos por empresas estrangeiras há mais de 20 anos não revelem a existência daquele recurso com valor comercial.

Assistir ao vídeo 04:05

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