Comerciantes moçambicanas apostam em vendas online para superar crise | Moçambique | DW | 26.07.2021

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Moçambique

Comerciantes moçambicanas apostam em vendas online para superar crise

Em plena pandemia, vários produtos passaram a ser encomendados através de serviços online em Moçambique. Modelo ainda gera receios quanto a possíveis burlas. Governo não consegue cobrar taxas de venda nas redes sociais.

Symbolbild Online-Handel

Foto ilustrativa do comércio online

Na província de Inhambane, as mulheres comerciantes encontraram na internet uma forma de reverter o esfriamento das atividades económicas provocado pela pandemia de Covid-19. O encerramento de empresas nos últimos meses aumentou o número de desempregadas e muitas trabalhadoras viram formas de buscar meios alternativos para gerar renda e novos negócios em serviços online.  

Olinda Samuel é um exemplo disto. Ela perdeu o emprego e abraçou o comércio via internet para vender artigos, como calçados e vestuários para homens e mulheres. Samuel lamenta que a busca ainda seja baixa devido à falta de dinheiro dos clientes.

Segundo a empreendedora, "nem todos aceitam depositar 50% do dinheiro para encomendar o produto”, isso faz com que a confiança seja um pilar do negócio.

Covid-19 und Arbeitslosigkeit in Inhambane Afrika Mosambik

Desemprego aumentou em Inhambane durante a pandemia

Com Hudaifa Ismael, a situação é a mesma. Quando o pagamento não é completo na hora da encomenda, paga-se 50% primeiro, e então, quando vai-se levantar o pedido, paga-se o restante. Ela faz bolos para festas de aniversários e tenta ampliar o alcance do seu negócio fazendo propaganda para um maior número de pessoas nas redes sociais.  "Tenho feito publicidade no WhatsApp e no Facebook.” afirma.

Risco de burla

Para os clientes, a venda online dos produtos também é vantajosa, mesmo através das redes sociais. Sandra da Costa tem o costume de realizar compras na internet e diz que acreditar ser oportuna a ideia da "boutique virtual”. 

Ela explica que a loja publica os artigos no WhatsApp e, caso a cliente tenha interesse, entra em contacto para encomendar da peça pagando metade do valor. O restante, paga-se no levantamento da peça.

 

Handy-App gegen Malaria EINSCHRÄNKUNG

Há receio de burlas nos serviços online

Vários produtos são colocados na internet, mas há perigo de burla tanto da parte de vendedores como de compradores. Lucas Vilankulo tem uma loja virtual para a venda de vários tipos de produtos.

Ele já sofreu diversos calotes e explica que, "para não sofrer burla, não pode ser tão ganancioso para vender, tem que perceber como que a pessoa quer comprar, onde que ela está e qual meio de pagamento”. 

O comércio na internet não é controlado pelo Governo de Moçambique, exceto em casos de importações. Por isso não existe dados concretos de quantas pessoas fazem este negócio na região. Benilde Macuamule, directora provincial da indústria e comércio em Inhambane, afirma à DW que muitos cidadãos que fazem comércio nas redes sociais não têm licença para exercer a atividade. Macuamule garante que em breve a situação pode vir a mudar através de reastreio e cobranças por parte das autoridades.

 

Assistir ao vídeo 01:49

Inhambane: Idosos abandonados, sem subsídio da Covid-19

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