Chade e Níger querem reforçar combate ao terrorismo no Sahel | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 13.07.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

Chade e Níger querem reforçar combate ao terrorismo no Sahel

Numa reação à saída das tropas do Mali da força militar conjunta do G5 Sahel contra o extremismo islâmico, o Chade e o Níger anunciaram nesta quarta-feira (13.07) a intenção de revitalizar a aliança militar.

Soldados da aliança militar G5 Sahel

Soldados da aliança militar G5 Sahel

Num encontro na capital chadiana, N'Djamena, os Presidentes Mahamat Idriss Déby Itno, do Chade, e Mohamed Bazoum, do Níger, assinaram um acordo de cooperação em segurança, sem revelar pormenores sobre o conteúdo.

O líder do Níger recusou ainda comentar a redistribuição no seu país das forças francesas da Operação Barkhane, expulsas do Mali por decisão da junta militar no poder em Bamaco.

"A decisão de retirada do Mali é um episódio que será superado, em breve haverá uma reunião" entre os outros quatro países que integram o G5 Sahel - Chade, Níger, Burkina Faso e Mauritânia - "para garantir que o G5 seja viável", salientou Bazoum durante a conferência de imprensa.

Soldado maliano da aliança militar G5 Sahel

A junta militar do Mali retirou-se da aliança de combate ao terrorismo na região

Esperanças que o Mali reconsidere

O Mali anunciou em 16 de maio que abandonava a aliança militar, cujos exércitos nacionais lutam, ao lado das forças francesas integradas na Operação Barkhane, contra os vários movimentos extremistas islâmicos que ameaçam a segurança do Sahel e cuja atividade se tem vindo a alargar para o sul do continente.

O general Mahamat Déby, proclamado "Presidente de transição" à frente de uma junta de 15 generais após a morte do seu pai Idriss Déby Itno há 15 meses, "lamentou" a saída do Mali: "Vamos continuar otimistas e esperar que [o Mali] reconsidere a decisão".

A França, que durante vários anos mobilizou milhares de soldados para o Mali, foi expulsa pela junta militar, no poder na sequência de um golpe de Estado em agosto de 2020.

França Mali soldados

O Mali expuslou do país os soldados franceses da força militar Batkhane

Exército chadiano pilar do combate ao terrorismo 

No Níger, o novo parceiro privilegiado do Exército francês, Paris manterá mais de mil homens, três aviões de combate, seis 'drones' armados e quatro a seis helicópteros, anunciou recentemente o executivo francês.

Os dois chefes de Estado, que anunciaram sem mais informações que haviam assinado um novo "acordo no setor da segurança", não disseram nada sobre a redistribuição de militares seus no Sahel, inevitável face á redução do contingente militar francês.

O Estado-Maior francês da operação que sucederá à Barkhane será mantida por enquanto em N'Djamena, mas os seus efetivos serão reduzidos, segundo Paris. 

 O exército chadiano, que é regularmente mobilizado para ajudar os países vizinhos, é o principal pilar regional do combate ao fundamentalismo islâmico.

Retirada de tropas do Mali: Como vai ficar o combate ao terrorismo no Sahel?

 

 

Leia mais