Burkina Faso: Pelo menos cem mortos no ataque mais violento desde 2015 | NOTÍCIAS | DW | 05.06.2021

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NOTÍCIAS

Burkina Faso: Pelo menos cem mortos no ataque mais violento desde 2015

Cerca de 114 civis foram mortos em Solhan na madrugada deste sábado (05.06), no ataque mais mortal registado no Burkina Faso desde o início da violência jihadista em 2015, avançam fontes locais e de segurança.

Burkina Faso Symbolbild Anschlag

Foto de arquivo.

O ataque no Burkina Faso ocorreu durante a noite desta sexta-feira (04.06) e madrugada de sábado (05.06), quando "indivíduos armados deram início a uma incursão" na cidade de Solhan, no norte do país, disse uma fonte de segurança. 

"A contagem, ainda provisória, é de cerca de 100 mortos, homens e mulheres de idades diferentes", disse a mesma fonte. O Governo confirmou o ataque e o número de mortos.

Burkina Faso Symbolbild Anschlag

Foto de arquivo.

Agressores

Os agressores atacaram, por volta das 2h da manhã (hora local), contra uma posição da força de defesa civil anti-jihadista Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP), que apoia o exército nacional. Depois, atacaram também casas e levaram a cabo "execuções", disse uma fonte local.

O VDP foi criado em dezembro de 2019 para ajudar militares ainda mal equipados do Burkina Faso a combaterem os jihadistas. Entretanto, já foi alvo de mais de 200 fatalidades, de acordo com uma contagem da agência de notícias AFP.

Os voluntários recebem duas semanas de treino militar, e depois trabalham ao lado das forças de segurança, realizando normalmente tarefas de vigilância, recolha de informação ou escolta.

"Para além do número de mortes, o pior registado até à data, as casas e o mercado foram incendiados", disse outra fonte de segurança, expressando a preocupação de que "o número ainda temporário de uma centena de mortos possa aumentar".

As autoridades declararam três dias de luto nacional, terminando na segunda-feira à noite às 23h59 (hora local).

Burkina Faso Symbolbild Anschlag

Foto de arquivo

Numerosos ataques  

Sohlan, uma pequena comunidade a cerca de 15 quilómetros de Sebba, a principal cidade da província de Yagha, perto da fronteira com o Mali, tem sido atingida por numerosos ataques nos últimos anos.

A 14 de Maio, o Ministro da Defesa, Cheriff Sy, e os militares de alta patente, visitaram Sebba para assegurar às pessoas que a vida regressaria à normalidade, na sequência de uma série de operações militares.

Entretanto, o recente ataque maciço de suspeitos jihadistas ocorreu apenas horas depois de um outro ataque, na sexta-feira (04.06) à noite, na aldeia de Tadaryat, mesma região, e que deixou pelo menos 14 pessoas mortas.

Desde 2015, o Burkina Faso luta contra ataques jihadistas, cada vez mais frequentes e violentos, incluindo o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM) e o Estado Islâmico no Grande Sara (EIGS).

Os ataques começaram no norte, perto da fronteira com o Mali, mas desde então estenderam-se a outras regiões, particularmente no leste.

Cerca de 1.300 pessoas morreram e mais de um milhão já fugiram das suas casas.

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