Erdogan quer referendo sobre UE ″semelhante ao Brexit″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 25.03.2017
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Mundo

Erdogan quer referendo sobre UE "semelhante ao Brexit"

A consulta popular avaliaria interesse dos turcos em ingressar no bloco europeu, após 12 anos de negociações arrastadas. "Turquia não é moleque de ninguém", disse presidente. Mal-estar entre Ancara e Bruxelas se agrava.

Presidente Erdogan aparentemente se inspirou no modelo britânico

Presidente Erdogan aparentemente se inspirou no modelo britânico

Há mais de uma década, Ancara é candidata ao ingresso na União Europeia, num processo que tem se arrastado. Falando neste sábado (25/03) num fórum turco-britânico na cidade de Antalya, no sul do país, o presidente Recep Tayyip Erdogan acenou com a realização de um referendo – que comparou ao do Brexit – para decidir se a Turquia deve continuar a perseguir a filiação ao bloco europeu.

O chefe de Estado insistiu que a segunda a consulta popular se realize logo após a de 16 de abril, cujo fim é aprovar uma nova Constituição, ampliando grandemente os poderes de Erdogan no sentido de um presidencialismo. A proposta de mais esse referendo chega em meio a tensões crescentes entre Ancara e os governos europeus.

Erdogan tem se mostrado frustrado com a lentidão das negociações de ingresso. Iniciadas em 2005, elas estão emperradas por discórdias sobre o reconhecimento do Chipre como Estado e irregularidades nos direitos humanos, entre outras questões.

Respondendo a ressalvas de que o país não seria aceito na UE, mesmo que o referendo decidisse assim, o presidente conservador rebateu: "A Turquia não é moleque de ninguém."

Sua menção ao Brexit, a quatro dias da apresentação formal, do pedido de divórcio da UE pelo Reino Unido, tem boas chances de ser percebida como uma nova provocação por Bruxelas e outras capitais, depois que ele exortou os turcos da Europa a terem "cinco filhos".

Recentemente, alguns governos europeus barraram as tentativas por líderes turcos de realizarem comícios políticos em seus territórios, com a Alemanha e a Holanda proibindo radicalmente a entrada dos ativistas.

Outra fonte de tensões multilaterais é o acordo entre a Turquia e a UE para conter o afluxo de refugiados para a UE. Apesar de Bruxelas ter concordado em pagar 5 bilhões de euros para que Ancara receba de volta parte dos migrantes, Erdogan tem feito exigências adicionais, repetidamente ameaçando cancelar o acordo.

AV/ap,rtr,dpa

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