Milhares de curdos protestam contra Erdogan em Frankfurt | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 18.03.2017
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Alemanha

Milhares de curdos protestam contra Erdogan em Frankfurt

Manifestantes chamam presidente turco de terrorista e pedem liberdade ao líder do PKK, Abdullah Öcalan. Governo da Turquia critica autoridades alemãs por permitirem protesto.

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Adesão ao protesto superou expectativa dos organizadores

Cerca de 30 mil manifestantes de origem curda fizeram um ato em Frankfurt, neste sábado (18/03), contra o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan e contra o referendo constitucional que prevê maiores poderes ao presidente da Turquia.

O protesto marcou a comemoração do Newroz, o dia de Ano Novo segundo o calendário curdo. O número de participantes, calculado pela polícia, superou as expectativas da organização, que tinha previsto 20 mil pessoas.

Durante o protesto, organizado sob o lema "Não à ditadura, sim à democracia e à liberdade", os participantes gritaram slogans como "Viva a resistência do povo curdo", "Erdogan terrorista" e "liberdade a Ocalan", em referência ao líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), que está preso na Turquia.

O ato foi pacífico, mas bandeiras e cartazes do PKK, que é banido na Alemanha desde 1993, foram vistos entre os participantes. A polícia decidiu não apreender o material para evitar incidentes, mas tirou fotos dos manifestantes que desrespeitaram a lei. Eles podem vir a ser processados.

"Nós condenamos fortemente as autoridades alemãs por permitir manifestações de apoiadores de terroristas do PKK", disse em comunicado Ibrahim Kalin, porta-voz de Erdogan.

O protesto ocorreu em meio ao acirramento das tensões diplomáticas entre o governo turco e líderes europeus. Na segunda-feira, o presidente turco acusou a chanceler federal alemã, Angela Merkel, de "apoiar terroristas". A Turquia tem criticado o país por oferecer refúgio a militantes da causa curda.

Erdogan acusou ainda a "televisão estatal" alemã de apoiar organizações terroristas e de fazer propaganda contra o referendo constitucional que vai decidir se o presidente turco deve receber mais poderes, como a capacidade de governar por decreto. Cerca de 1,4 milhão de turcos residentes na Alemanha estão aptos para votar no referendo de 16 de abril.

O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, afirmou que as declarações são absurdas.

KG/rtr/lusa/efe

 

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