RDC: Felix Tshisekedi anuncia candidatura às presidenciais | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 24.11.2018
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Internacional

RDC: Felix Tshisekedi anuncia candidatura às presidenciais

Oposição da RDC vai às urnas dividida com seus dois principais partidos unindo forças para concorrer à presidência, depois de se retirarem de um acordo para apoiar Martin Fayulu contra o candidato do Presidente Kabila.

DR Kongo Felix Tshisekedi (Getty Images/AFP/N. Maeterlinck)

Felix Tshisekedi

Felix Tshisekedi, presidente da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), o partido de oposição mais proeminente da República Democrática do Congo (RDC), anunciou esta sexta-feira (23.11) que representará seu partido, assim como a União para a Nação Congolesa (UNC), de Vital Kamerhe, nas pesidenciais de 23 de dezembro.

Na semana passada, esses dois partidos recuaram do acordo assinado em Genebra, segundo o qual os principais partidos daoposição da RDC apoiariam Martin Fayulu.

O candidato do partido governista é o ex-ministro do Interior, Emmanuel Ramazani Shadary. A oposição teme, entretanto, que o Presidente Joseph Kabila mantenha o poder nos bastidores, se Shadary vencer.

Tshisekedi, filho do falecido ícone oposicionista Etienne Tshisekedi, pediu esta sexta-feira a outros candidatos da oposição que se unam "para que possamos vencer esta eleição".

DR Kongo Martin Fayulu (Getty Images/AFP/T. Charlier)

Martin Fayulu

O anúncio de sua candidatura significa uma disputa principal entre o candidato apoiado por Kabila, a nova aliança de Tshisekedi e Fayulu, que teve o apoio de dois líderes da oposição barrados pelo Governo do Congo – nomeadamente o ex-vice-presidente Jean-Pierre Bemba e Moise Katumbi, ex-governador da região de Katanga, rica em cobre.

Cenário eleitoral

O anúncio anterior do apoio à candidatura de Fayulu provocou alvoroço entre os partidários do partido de Tshisekedi, levando alguns a incendiar pneus na capital, Kinshasa. Em poucas horas, Tshisekedi e Kamerhe, que ficaram em terceiro lugar na eleição presidencial de 2011, se retiraram do acordo.

Os partidos da oposição passaram meses tentando unir-se em torno de um candidato único.

Governos e investidores ocidentais consideram a eleição, que poderia levar à primeira transferência democrática de poder do país, como crucial para acabar com a instabilidade política no Congo.

As eleições presidenciais em 2006 e 2011 foram marcadas por acusações de fraude e violência depois que os resultados foram anunciados.

Joseph Kabila está no poder desde 2001 e seu mandato expirou no final de 2016. Mas ele permaneceu no poder devido a atrasos na organização de novas eleições.

Demokratische Republik Kongo Wahlmaschine (Getty Images/AFP/J. Wessels)

Presidenciais estão marcadas para 23 de dezembro

Quem é Felix Tshisekedi

Pai de cinco filhos, Felix Tshisekedi, de 55 anos, possui um diploma belga em marketing e comunicação, mas seus oponentes sugerem que a qualificação não é válida e criticam o fato de ele nunca ter ocupado um alto cargo nem ter experiência gerencial.

Em 2008, Tshisekedi tornou-se secretário nacional de Relações Externas do partido e, em março passado, foi eleito chefe da UDPS, após a morte de seu pai.

Foi eleito para a Assembléia Nacional em 2011, representando Mbuji-Mayi na província de Kasai-Oriental, mas não tomou posse porque não reconheceu a derrota de seu pai para Kabila, no pleito de 2011.

Tshisekedi, que não goza do mesmo grau de popularidade de seu pai, disse à agência AFP no ano passado que, se chegasse à Presidência, criaria uma "comissão de verdade e reconciliação" para responsabilizar Kabila, mas permitiria que ele ficasse no país.

Leia mais